Na segunda-feira (2), a presidente do PSDB do Tocantins e presidente nacional do PSDB Mulher, Cinthia Ribeiro, se manifestou em sua conta na rede social X sobre o que classificou como investidas e tentativas de interferência política na condução do partido no estado. As críticas são direcionadas ao deputado federal Vicentinho Junior, que é pré-candidato ao Governo do Tocantins.
Em uma sequência de publicações, a ex-prefeita de Palmas subiu o tom e criticou tentativas de construção de projetos políticos sem respeito às instâncias partidárias. “Não se constrói um projeto para o Tocantins rasgando a democracia interna de um partido, nem tentando impor candidatura ‘de cima para baixo’, ignorando bases, diretórios e história. Gente nova com discurso ultrapassado e práticas da velha política”, escreveu.
A dirigente tucana mencionou ainda articulações em âmbito nacional como forma de pressionar a direção estadual do partido. Segundo ela, “a tentativa de usar articulações nacionais, inclusive junto ao comando do partido liderado por Aécio Neves, para pressionar uma direção estadual legítima, diz muito mais sobre o método e sua índole do que sobre o discurso. Na dúvida, não temos dúvida”.
Em outro trecho, Cinthia foi enfática ao afirmar que o PSDB não pode ser tratado como instrumento de conveniência política. “O PSDB não é um balcão de negócios. Não é um atalho eleitoral. E muito menos um espaço onde mulheres só são aceitas enquanto obedecem ou cedem. Uma nação é medida pela forma que trata suas mulheres, nossa sociedade é um partido também”, afirmou.
Para ela, a reação às investidas não se trata de uma questão pessoal. “Resistir a esse tipo de movimento não é uma defesa pessoal. É uma defesa institucional, democrática e necessária para preservar o partido, suas regras, sua história e sua integridade. Somos a social democracia por ideal, não por oportunismo”, destacou.
Ao final, Cinthia Ribeiro reforçou que seguirá aberta ao diálogo, mas estabeleceu limites claros. “Seguiremos dialogando com quem respeita o PSDB. Mas não aceitaremos imposições, chantagens políticas ou ataques disfarçados de ‘projeto’. Democracia se constrói com respeito. E liderança se exerce com coragem”, concluiu.
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