A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou a proibição da comercialização, distribuição e uso de alguns lotes de fórmulas infantis da Nestlé no Brasil. A medida consta na Resolução nº 32/2026, publicada nesta quarta-feira (7), e tem caráter preventivo.
De acordo com a Anvisa, a decisão foi tomada após a identificação do risco de contaminação por cereulide, uma toxina produzida pela bactéria Bacillus cereus. O consumo de alimentos contaminados pode provocar vômitos persistentes, diarreia e letargia, caracterizada por sonolência excessiva, lentidão de movimentos e dificuldade de reação.
Entre os produtos afetados estão fórmulas infantis das marcas Nestogeno, Nan Supreme Pro, Nanlac Supreme Pro, Nanlac Comfor, Nan Sensitive e Alfamino, fabricadas pela Nestlé Brasil Ltda.


Segundo a Anvisa, a própria fabricante iniciou um recolhimento voluntário no Brasil e em outros países, após a detecção da toxina em produtos provenientes de uma fábrica localizada na Holanda. A investigação apontou que a contaminação ocorreu em um ingrediente fornecido por um fornecedor global terceirizado de óleos, o que levou à necessidade de um recall em escala mundial.
No Brasil, apenas lotes específicos foram afetados pela medida. A Anvisa reforça que os demais lotes dos produtos não apresentam risco.
Orientações a pais e responsáveis
Pais e responsáveis que utilizam fórmulas das marcas citadas devem verificar o número do lote impresso no rótulo. Caso o produto pertença a um dos lotes recolhidos, não deve ser utilizado nem oferecido à criança.
Para orientações sobre troca ou devolução, os consumidores devem entrar em contato diretamente com o Serviço de Atendimento ao Consumidor (SAC) da Nestlé, cujos canais estão disponíveis na embalagem do produto.
A Anvisa também orienta que, caso a criança apresente sintomas como vômitos persistentes, diarreia ou sonolência excessiva após o consumo do produto, deve ser levada imediatamente para atendimento médico. Se possível, é importante informar qual alimento foi consumido e apresentar a embalagem do produto.
Fonte/Créditos: Gov
Comentários: