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ALEPA aprova PLs voltadas às mulheres e ao cenário pós-COP30

Os dois projetos seguem agora para a sanção do governador Helder Barbalho

ALEPA aprova PLs voltadas às mulheres e ao cenário pós-COP30
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A Assembleia Legislativa do Estado do Pará (Alepa) aprovou, por unanimidade, na sessão desta terça-feira (24), dois Projetos de Lei (PLs) que conectam justiça climática, inclusão e enfrentamento à violência de gênero no cenário pós-COP30.

As propostas tratam de temas distintos, mas convergentes à escuta de mulheres impactadas pelas mudanças climáticas e à criação de uma rede de proteção para mulheres com deficiência vítimas de violência. 

O projeto que institui o Programa de Escuta Qualificada de Mulheres Atingidas pelas Mudanças Climáticas, de autoria da deputada Paula Titan, ganhou novo peso político após a realização da COP30 em Belém. Se antes a proposta dialogava com a preparação para o evento, agora ela se insere em outro campo: o da coerência entre o que foi defendido globalmente e o que será implementado localmente. A iniciativa reconhece que: mulheres ribeirinhas, moradoras de periferias, integrantes de comunidades tradicionais, e mães solo que estão entre as mais afetadas pelos efeitos das mudanças climáticas, mas historicamente excluídas dos espaços de decisão.

O projeto prevê equipes multidisciplinares, coleta estruturada de dados, integração com universidades, uso das informações para formulação de políticas públicas. Além disso, respeita a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), garantindo segurança no tratamento das informações.

A proposta está alinhada à Constituição Federal de 1988 e à Constituição do Estado do Pará, especialmente nos princípios de dignidade humana, participação social, e redução das desigualdades.

Na mesma sessão, foi aprovado por unanimidade o projeto da deputada Diana Belo, que cria a Rede Estadual de Apoio à Mulher com Deficiência Vítima de Violência Doméstica. A proposta enfrenta um problema estrutural: a dificuldade de acesso dessas mulheres aos mecanismos de proteção já existentes. A rede articula Delegacias Especializadas, forças de segurança, sistema de justiça, assistência social, e serviços de saúde.

Embora o Brasil já disponha de instrumentos como a Lei Maria da Penha e o Estatuto da Pessoa com Deficiência, o acesso efetivo ainda é limitado para mulheres com deficiência. O projeto busca preencher essa lacuna ao prever: acessibilidade (Libras, braile, áudio), capacitação de profissionais, abrigamento adaptado e políticas de autonomia econômica. A proposta reconhece a violência como fenômeno interseccional e estrutural.Os dois projetos seguem agora para a sanção do governador Helder Barbalho.

 

Fonte/Créditos: Ascom/Alepa

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Sergio Manoel

Publicado por:

Sergio Manoel

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