Tucuruí é o cenário de uma das mais intrigantes e cinematográficas histórias da política no Pará. A história de Alexandre Siqueira é uma verdadeira epopeia, repleta de capítulos, reviravoltas e um enredo capaz de entreter até mesmo quem não suporta política.
Siqueira viveu a sua divina comédia nos últimos anos. Cassado, morreu e passou pelos nove círculos metafóricos do inferno de Dante Alighieri. Sofreu, foi desrespeitado, julgado, cuspido por quem antes o apoiava. Foi tido como carta fora do baralho, mas jamais baixou a cabeça.
Passou pelo purgatório. Aqui, pode-se entender pelo período em que a sua indicada tinha chances reais de ser eleita na disputa suplementar. Respirou um pouco aliviado, mas aquilo ainda não era o céu. Era um limbo.
Até que o paraíso veio. O tempo em que ele conseguiu voltar ao cargo para qual foi eleito. Voltou bem, com moral. Tomou posse logo e, já na semana seguinte, inaugurou uma obra gigantesca ao lado do governador – mostrando que está com a moral lá em cima.
Está por cima da carne seca e dá um recado claro a todo o Pará: “jamais subestimem um prefeito eleito!”
Uma divina comédia. Com final feliz, é claro.
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