Segue solto motorista que, embriagado, matou criança de 7 anos em Canaã
Caso ocorreu em 2023 e resultou na morte de Kemilly Vitória; processo criminal ainda não teve desfecho na Justiça. Eduardo Alban é supervisor de obras e segue trabalhando normalmente
O supervisor de obras Eduardo Alban, motorista responsável pela tragédia que matou a criança Kemilly Vitória da Silva Marques, de 7 anos, em Canaã dos Carajás, em setembro de 2023, está respondendo ao processo em liberdade. Apesar da gravidade do caso e da comoção gerada na época, ele não está preso, trabalha normalmente como supervisor de obras e segue aguardando os desdobramentos da ação penal na Justiça.
O acidente aconteceu na tarde do dia 3 de setembro de 2023, no bairro Novo Brasil, região central do município. Conforme as informações reunidas no processo, Alban conduzia uma camionete Chevrolet S10 e apresentava sinais de embriaguez quando perdeu o controle do veículo e colidiu violentamente contra o muro de uma residência. À época, o homem quase foi linchado pela população.
Com o impacto, parte da estrutura do imóvel desabou sobre as pessoas que estavam no local. A criança Kemilly morreu ainda no local, presa sob os escombros. Outras duas vítimas — uma mulher e outra criança — também estavam na residência no momento da colisão e ficaram feridas. Moradores da área correram para ajudar no resgate, retirando pedaços do muro e tentando socorrer as vítimas antes da chegada do atendimento de emergência.
Após o acidente, Eduardo Alban foi apresentado na Delegacia de Polícia Civil de Canaã dos Carajás e autuado em flagrante. Foi feito exame de sangue, que comprovou a embriaguez de Eduardo - ele tinha 0,64 mg de álcool por litro de ar alveolar.
No entanto, após passar por audiência de custódia, a prisão foi revogada poucos dias depois. Desde então, ele responde ao processo em liberdade.
O Ministério Público denunciou o motorista por homicídio e lesão corporal no contexto de crime de trânsito, considerando as circunstâncias do caso. A ação penal avançou ao longo de 2024 e 2025, com a produção de provas, juntada de laudos e realização de audiências de instrução, nas quais foram colhidos depoimentos de testemunhas e demais envolvidos.
Atualmente, o processo criminal encontra-se em fase avançada, já após a instrução, e aguarda os próximos passos da Justiça, que devem incluir as alegações finais das partes e a decisão judicial. Dependendo do entendimento do juiz, o caso pode seguir para julgamento pelo Tribunal do Júri ou ter outro desfecho.
Paralelamente à esfera criminal, a família da vítima ingressou com uma ação indenizatória contra Eduardo Alban, pedindo reparação por danos morais e pensão. Esse processo, no entanto, já foi encerrado após um acordo entre as partes, homologado pela Justiça, o que encerrou a discussão na esfera cível.
Mesmo com a resolução da parte indenizatória, o caso ainda depende de uma definição na área criminal. Enquanto isso, Eduardo Alban permanece solto e trabalhando. Hoje, ele atua como supervisor técnico de obras em São Luís no Maranhão.
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