Um caso iniciado após uma discussão envolvendo uma galinha atropelada terminou em julgamento pelo Tribunal do Júri de São João do Araguaia, no sudeste do Pará. Nesta quarta-feira (12), Waendason Conceição do Carmo foi condenado por lesão corporal grave e deixou a prisão após a Justiça considerar o período de detenção já cumprido.

Waendason estava preso desde maio de 2024, acusado de tentar matar Juscelino da Conceição durante o episódio ocorrido na zona rural do município.

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De acordo com o processo, Juscelino foi atingido por um disparo de arma de fogo e sofreu seis golpes de faca. Durante o julgamento, porém, a discussão se concentrou na existência ou não de intenção de matar por parte do acusado.

A defesa sustentou que as circunstâncias do caso não seriam suficientes para comprovar que Waendason pretendia tirar a vida da vítima. Os advogados também argumentaram que ele teria tido outras oportunidades para consumar o homicídio caso essa fosse sua intenção.

O Ministério Público acompanhou esse entendimento. O promotor de Justiça João Francisco Amaral Neto considerou que não havia elementos suficientes para demonstrar a intenção de matar e defendeu que a acusação fosse alterada de tentativa de homicídio para lesão corporal.

Ao final da sessão, os jurados afastaram a tentativa de homicídio e reconheceram a prática de lesão corporal grave.

O juiz Luciano Mendes Scaliza, responsável pela presidência do Tribunal do Júri, fixou a pena em dois anos de reclusão. Como Waendason já havia permanecido preso preventivamente por período superior ao determinado na sentença, o tempo de prisão foi considerado cumprido.

Com isso, a Justiça expediu o alvará de soltura e determinou a liberação imediata do réu. Tanto a defesa quanto o Ministério Público informaram durante o julgamento que não pretendiam recorrer da decisão.