O Tribunal do Júri de Marabá, no sudeste do Pará, julga nesta terça-feira (29) Jessyka Barbosa Sampaio, acusada de matar a tiros Samuel Alves dos Reis Cavalcante, de 22 anos. O julgamento começou pela manhã e deve ser encerrado ainda nesta terça-feira.

O crime aconteceu em março de 2024, em uma residência localizada na Folha 35, na Nova Marabá. Na época, Samuel morava com Jessyka e o companheiro dela. Inicialmente, a morte foi apresentada como resultado de um disparo acidental.

Segundo as investigações, porém, Jessyka e Samuel mantinham um relacionamento amoroso. A versão de que o disparo teria ocorrido enquanto o rapaz manuseava a arma passou a ser questionada durante a apuração do caso.

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A vítima foi encontrada morta dentro da residência, atingida por um disparo na região da nuca. Jessyka estava no local quando os policiais chegaram e teria relatado que a arma havia disparado acidentalmente.

A acusada foi presa 76 dias após o crime, nos fundos da mesma residência onde Samuel foi morto.

Durante a sessão do Tribunal do Júri, o Ministério Público sustenta que o crime teve motivação torpe e que Samuel não teve possibilidade de defesa. A acusação também aponta que a vítima teria decidido deixar a casa e iniciar uma nova fase da vida, após conhecer uma namorada.

A promotora Cristine Magella representa o Ministério Público no julgamento e pede a condenação da ré. A defesa de Jessyka é feita pelo advogado Erivaldo Santis. A sessão é presidida pela juíza Alessandra Rocha da Silva Souza.

O julgamento ocorre mais de dois anos após o homicídio e reúne sete juradas, responsáveis pela decisão sobre a responsabilidade da acusada pelo crime.

FONTE/CRÉDITOS: Correio de Carajás