A Estrada de Ferro Carajás corta uma das regiões mais produtivas do Pará, mas ainda é utilizada majoritariamente para transportar minério. No seu plano de mandato, Eugenio Gadelha (MDB) propõe a implantação de um centro logístico intermodal para ampliar o uso econômico da ferrovia e integrá-la às cadeias produtivas regionais.

“Por que não utilizarmos a Estrada de Ferro também? Temos que recorrer a transportes mais sustentáveis e baratos”, diz Eugenio. A proposta é criar terminais de transbordo e centros de distribuição onde cargas transportadas por caminhões possam ser transferidas para os trens, abrindo uma nova rota para grãos, carne processada e outros produtos do agronegócio.

A Estrada de Ferro Carajás liga a região ao Terminal Marítimo de Ponta da Madeira, no Maranhão. Embora o minério represente a maior parte da movimentação, a ferrovia já transporta cargas de terceiros, como grãos, veículos, combustíveis e ferro-gusa.

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A legislação federal também permite o compartilhamento da infraestrutura por meio de tráfego mútuo ou direito de passagem. A operação, porém, depende da capacidade disponível, de contratos específicos, do pagamento pelo uso da malha e do cumprimento das regras técnicas e de segurança fiscalizadas pela Agência Nacional de Transportes Terrestres.

Eugenio defende a realização de estudos sobre demanda, localização dos terminais, capacidade da ferrovia e viabilidade econômica. O projeto exige articulação com o Governo Federal, Governo do Pará, ANTT, Vale, prefeituras e setor produtivo.

O plano de integração intermodal de Eugenio Gadelha prevê a construção de 100 pontes de concreto, manutenção de 3 mil quilômetros de estradas vicinais e pavimentação de mil quilômetros de vias urbanas.

Também estão entre as propostas a duplicação da PA-160, a conclusão da Transcanadá e a terceira etapa da Transcarajás. As obras buscam ligar propriedades rurais, agroindústrias e municípios aos futuros terminais ferroviários.

“Essas intervenções, somadas ao asfaltamento de vicinais e à construção de pontes, podem facilitar o transporte da produção e melhorar o deslocamento das pessoas”, afirmou Eugenio em entrevista ao jornal Gazeta Carajás.