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A Polícia Civil do Tocantins concluiu a investigação sobre a morte do brigadista do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) Sidiney Oliveira. Segundo a Secretaria de Segurança Pública (SSP), o homicídio foi encomendado e teria sido motivado por um suposto relacionamento extraconjugal e também por interesses econômicos.
Sidiney atuava na fiscalização da Ilha do Bananal e foi morto a tiros na porta de casa. Segundo o delegado regional de Gurupi, Joadelson Rodrigues Albuquerque, foram identificadas duas motivações para o crime.
“Um dos mandantes descobriu que a vítima teria mantido uma relação extraconjugal com sua ex-companheira, porque naquele momento eles estavam separados, mas mesmo assim ele entendeu que deveria contratar uma pessoa para ceifar a vida do brigadista”, afirmou o delegado à TV Anhanguera.
Ainda segundo a investigação, a segunda motivação estaria relacionada ao trabalho desenvolvido por Sidiney na fiscalização ambiental. Conforme a polícia, a atuação dele interferia diretamente em interesses econômicos ligados à exploração de gado na Ilha do Bananal.
Na manhã desta quarta-feira (7), a polícia cumpriu determinações judiciais contra três investigados, identificados pelas iniciais. O g1 não conseguiu contato com as defesas.
Três investigados
Segundo a SSP, L.V.M.S. foi identificado como principal mandante do homicídio. Ele teria contratado o executor por meio de um intermediador e acertado valores para a execução do crime.
A motivação atribuída a ele seria passional, relacionada ao suposto relacionamento de Sidiney com sua companheira.
W.V.A. foi apontado como intermediador e articulador do crime. Conforme a decisão judicial, ele mantinha contato com o executor e teria encaminhado fotografias da vítima.
A polícia também atribui a W.V.A. uma motivação econômica, relacionada a prejuízos provocados por fiscalizações ambientais e denúncias feitas por Sidiney na Ilha do Bananal.
O terceiro investigado é um policial militar, apontado pela polícia como executor do homicídio. Segundo a investigação, elementos reunidos no inquérito indicaram participação direta dele na execução.
Medidas judiciais
O policial militar teve a prisão preventiva decretada, mas já estava preso por outro processo. Por isso, o novo mandado foi cumprido no batalhão da PM onde ele está custodiado.
W.V.A. também teve a prisão preventiva decretada, mas a medida foi substituída por prisão domiciliar devido à idade avançada e às condições de saúde.
Já L.V.M.S. recebeu medidas cautelares diversas da prisão, incluindo monitoração eletrônica, proibição de deixar a comarca de Formoso do Araguaia sem autorização e de manter contato com os demais investigados. Segundo a polícia, ele confessou participação no crime.
A Justiça também proibiu os investigados de manter contato entre si e de se aproximar ou entrar em contato com testemunhas e familiares da vítima.
Com o cumprimento das determinações judiciais, a Polícia Civil informou que encerrou as diligências relacionadas ao caso. O relatório final do inquérito foi encaminhado ao Poder Judiciário e ao Ministério Público para as providências cabíveis.
A Polícia Militar informou que a Corregedoria-Geral vai analisar o caso no âmbito administrativo. Segundo a corporação, o policial permanece vinculado à PM e recebendo remuneração conforme a legislação enquanto não houver decisão administrativa ou judicial que determine alteração dessa condição.
Publicado por:
Jéssyca Lima
Tocantinense com forte ligação com o Pará, Jéssyca Lima construiu sua trajetória na comunicação a partir do radialismo e da apresentação de eventos. Com afinidade com as câmeras e boa desenvoltura com o público, também atuou na apresentação de...
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