A Polícia Civil do Pará e a Polícia Científica estadual integram, entre os dias 5 e 15 de agosto, a Campanha Nacional de Coleta de DNA de Familiares de Pessoas Desaparecidas, coordenada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) com apoio da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp) . No Pará, a iniciativa ocorre com apoio da Delegacia de Pessoas Desaparecidas da Polícia Civil e do Laboratório de Genética Forense da Polícia Científica do Estado.
Foram disponibilizados 11 pontos de coleta na capital, Belém, e em municípios como Castanhal, Marabá, Santarém, Altamira, Bragança, Paragominas, Parauapebas, Itaituba e Tucuruí, oferecendo cobertura ampla às famílias que buscam respostas sobre entes desaparecidos.
Como participar:
Os interessados devem portar o Boletim de Ocorrência do desaparecimento e documento pessoal (RG ou CPF).
A coleta, realizada por meio de swab bucal ou sangue de dedo, é simples, indolor e segura.
Recomenda-se que pelo menos dois familiares de primeiro grau (pais, filhos ou irmãos) do desaparecido participem para aumentar as chances de cruzamentos eficazes nos bancos de DNA.

As amostras genéticas coletadas são inseridas no Banco Nacional de Perfis Genéticos (BNPG), onde são comparadas com os perfis de corpos não identificados ou pessoas vivas sem identificação formal, ampliando substancialmente a chance de localização de desaparecidos em todo o país.
Por que essa ação é tão importante? Cada DNA coletado representa potencial para encerrar anos de incerteza e sofrimento para famílias em busca de parentes desaparecidos. Em 2024, graças à campanha, mais de 1.600 amostras foram coletadas no Brasil e resultaram em 35 identificações confirmadas. No Paraná, duas pessoas foram localizadas com sucesso através desse programa.
A ação mostra como ciência e sensibilidade podem se unir para transformar dor em esperança oferecendo dignidade às famílias e fortalecendo o combate à invisibilidade dos desaparecidos.
Fonte/Créditos: Agência Pará
Comentários: