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Nada é mais importante para um povo do que o município em que ele vive

Editorial – Os municípios são o início, o meio e o fim de uma sociedade e dar voz ao que acontece neles tem que ser o papel da imprensa séria – isso o fazemos e, deixando toda a modéstia de lado, muito bem

Nada é mais importante para um povo do que o município em que ele vive
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O que Putin, Trump, Macron, Xi Jinping, Netanyahu, Lula e outros poderosos ao redor do mundo fazem é importante demais, evidentemente. Saber quais são as próximas guerras, a variação cambial, a próxima grande potência do planeta, quem tem ou não bombas nucleares... Todas são informações preciosas e que, mais indireta do que diretamente, afetam nossas vidas.

Porém, é sempre preciso ressaltar algo que, às vezes, nos passa despercebidos. O que acontece, por exemplo, em Bannach – menor município do estado do Pará – é, sem sombra de dúvidas, mais importante do que qualquer guerra iniciada por poderosos ao redor do mundo para o morador local. Não é absurda a afirmação anterior e, abaixo, o porquê.

 Municípios são o início, o meio e o fim de uma sociedade. Pessoas nascem, vivem, criam seus filhos e morrem em municípios. Portanto, o que acontece nestes é o que mais importa para qualquer sociedade.

Exemplo: para os locais, muito mais importante é o trabalho de reconstrução de Itupiranga, conduzido por Wagno Godoy, do que uma fala de Trump que repercute no mundo inteiro. O cidadão comum anseia muito mais o novo hospital de Itupiranga do que o que está acontecendo entre os membros da Otan.

Muito mais importante é, para o seu povo, o esforço hercúleo de Valber Milhomem, Vandin e Laane Barros, prefeitos de Bannach, Água Azul do Norte e Piçarra, respectivamente, do que a guerra de Trump aos imigrantes ou qualquer decisão questionável de Netanyahu.

Nada importa mais do que o municipalismo. É papel da imprensa séria dar voz a um povo, mostrar o que acontece no cotidiano dos municípios, transformações sociais, avanços econômicos e trazer contextos regionais, nacionais e globais para as realidades locais.

Por exemplo, como a Guerra de 12 dias, entre Estados Unidos, Israel e Irã, afetaria o cotidiano do paraense? No aumento da gasolina, como bem noticiou o Gazeta Carajás há alguns dias.

Como o papel da imprensa é noticiar fatos relevantes para a sociedade, não deve passar despercebido em linhas editoriais o que acontece nos municípios. Grandes, médios ou pequenos. Todos importam.

Modéstia a parte, o Gazeta Carajás faz este papel como poucos veículos de comunicação. Focado no Sul e o Sudeste do Pará, cerca de 30 municípios têm voz no portal e isso é motivo do mais profundo orgulho.

Nosso papel é, e sempre será, dar destaque aos povos tradicionalmente esquecidos pela grande mídia. Do cidadão de Cumaru do Norte, passando pelo cidadão de Santana do Araguaia, a Santa Maria das Barreiras, Piçarra, Bannach, até Pacajá e Anapu, todos importam e sempre estaremos prontos para este trabalho.

O municipalismo é o mais importante. Todo o resto vem depois – e nós sabemos disso.

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