Espaço para comunicar erros nesta postagem
Dezesseis promotores de Justiça do Ministério Público do Estado do Pará (MPPA) solicitaram reforço nas investigações sobre os assassinatos de dois servidores da Agência de Defesa Agropecuária do Estado do Pará (Adepará), ocorridos em São Geraldo do Araguaia e São João do Araguaia, no sudeste do Pará, em 2026.
O pedido foi encaminhado ao procurador-geral de Justiça, Alexandre Marcus Fonseca Tourinho, por meio de um ofício enviado em 23 de outubro. No documento, os integrantes do Ministério Público pedem articulação com o Governo do Estado e apoio de um grupo especializado da instituição para acompanhar os casos.
Os promotores apontam indícios de que os homicídios possam estar relacionados às atividades de fiscalização exercidas pelas vítimas. Por isso, defendem prioridade na apuração dos crimes, com recursos humanos, inteligência e estrutura logística para identificar os responsáveis pelos assassinatos e possíveis mandantes.
Um dos casos é o do fiscal agropecuário Fábio Alan Queiroz Correa, assassinado a tiros em 12 de março, em São Geraldo do Araguaia. Ele chegava a uma academia acompanhado da esposa quando foi atacado por um homem armado. Câmeras de segurança registraram a ação, durante a qual o atirador efetuou pelo menos cinco disparos contra o servidor.
Engenheiro agrônomo, Fábio Alan trabalhava na Adepará havia mais de 20 anos. Na época do crime, não havia confirmação pública de que ele tivesse recebido ameaças de morte.
O segundo homicídio ocorreu em 1º de outubro, quando Raimundo Santos da Silva Neto, conhecido como Netinho, foi morto dentro da unidade da Adepará onde trabalhava, na Vila Diamante, em São João do Araguaia. O corpo foi encontrado por uma mulher que foi ao local entregar documentos relacionados a atividades agropecuárias.
Até as informações divulgadas sobre o caso, a autoria e a motivação do assassinato ainda não haviam sido esclarecidas.
MPPA solicita atuação de grupo especializado
No ofício, os promotores solicitam a participação do Grupo de Atuação Especializada no Tribunal do Júri (GAEJURI), do MPPA, para acompanhar os inquéritos e oferecer suporte em eventuais ações penais.
O documento também menciona a possibilidade de participação de grupos organizados nos crimes, hipótese que ainda precisa ser apurada pelas autoridades responsáveis.
Os integrantes do Ministério Público argumentam que a ocorrência de crimes violentos contra servidores durante o exercício de suas funções representa um risco à atuação do Estado, especialmente em atividades de fiscalização e defesa agropecuária.
Além do apoio especializado do MPPA, o grupo pede que o Governo do Pará e a Secretaria de Estado de Segurança Pública e Defesa Social (Segup) disponibilizem estrutura e recursos para aprofundar as investigações.
O ofício foi assinado por 16 promotores de Justiça, que defendem a apuração das circunstâncias dos dois assassinatos e a identificação de todos os envolvidos.
Informações que possam contribuir para esclarecer os crimes podem ser repassadas anonimamente ao Disque-Denúncia, pelo número 181.
Publicado por:
Giovanna Noláscio
Repórter e redatora da Gazeta Carajás, destaca-se pela entrega e conexão com temas urgentes da região. Com experiência em coberturas intensas, como o resgate de garimpeiros em Canaã e a política no Sul e Sudeste do Pará, une sensibilidade e firmeza...
Nossas notícias
no celular
Comentários
Para comentar realize o login em sua conta!
Login Cadastre-se