Uma decisão do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, provocou uma nova crise envolvendo o comando da Polícia Federal.

Mendonça determinou nesta terça-feira, 8, o afastamento preventivo, por 90 dias, do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Passos Rodrigues, e do diretor de Inteligência da corporação, Leandro Almada da Costa.

A decisão também determina que a própria Polícia Federal, por meio da Corregedoria, abra procedimentos para apurar possíveis irregularidades de natureza penal e administrativo-disciplinar na produção de relatórios de inteligência.

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O ministro classificou os fatos identificados como graves e apontou suspeitas relacionadas à forma como informações foram produzidas e utilizadas pela área de inteligência da corporação.

A decisão de Mendonça está relacionada a relatórios produzidos pela área de Inteligência da Polícia Federal.

Segundo o ministro, documentos elaborados recentemente teriam extrapolado as funções institucionais da atividade de inteligência e levantado informações sobre autoridades.

Mendonça questiona, entre outros pontos, a existência de relatórios que teriam analisado relações e características pessoais de integrantes dos Poderes e de órgãos públicos.

Para o ministro, há indícios que precisam ser investigados para saber se houve uso indevido da estrutura de inteligência da Polícia Federal.

A investigação deverá verificar quem determinou a produção dos documentos, qual era a finalidade e se houve desvio das atribuições legais da área de inteligência.

Com a decisão, Andrei Passos Rodrigues deixa temporariamente o comando da Polícia Federal.

O diretor de Inteligência, Leandro Almada da Costa, também foi afastado.

A medida tem caráter preventivo e não representa, por si só, uma condenação ou conclusão definitiva