Nesta quarta-feira (26), a Lambateria recebeu o Título de Patrimônio Cultural e Imaterial do Município de Belém. A honraria foi entregue durante solenidade na Câmara Municipal de Belém, em reconhecimento à contribuição do projeto para a cultura da capital paraense.

Criada em 2016 pelo guitarrista, pesquisador e produtor musical Félix Robatto, a Lambateria tem como proposta valorizar e divulgar a cultura latino-amazônica caribenha e resgatar a tradição dos bailes dançantes. O projeto ajudou a popularizar gêneros como carimbó, brega, lambada e guitarrada na noite de Belém.

Ao longo dos dez anos de atividades, a Lambateria recebeu nomes como Pinduca, Gaby Amarantos, Dona Onete e Lia Sophia, além de ter sido palco para o lançamento de artistas como Vingadores do Brega e Zaynara.

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Em 2025, o projeto participou do The Town e do Amazônia Live, realizado no Mangueirão. Neste ano, a Lambateria também será apresentada no Rock in Rio, no dia 11 de setembro, com o show Lambateria com Félix Robatto, no palco Global.

A programação de 2026 inclui ainda uma edição especial do Festival Lambateria, marcada para 9 de outubro, na sexta-feira que antecede o Círio de Nazaré.

“Receber esse título é um reconhecimento do nosso trabalho e num ano especial, em que comemoramos 10 anos de Lambateria. Eu sempre digo que a Lambateria não é uma festa ou um festival, é um movimento que sempre teve como objetivo valorizar e divulgar a cultura latino-amazônica dançante”, afirmou Félix Robatto.

Além da Lambateria, também receberam o título as bandas Álibi de Orfeu, Warilou e Amazônia Jazz Band; as obras de Nilson Chaves, Verequete, Paulo André Barata e Rui Barata; o Colégio Tenente Rego Barros; o Bloco Império Romano; o Pedreira Esporte Clube; as aparelhagens Príncipe Negro, Brasilândia e Carabao; os festivais Se Rasgum e Psica; e os Bois e Pássaros Juninos.