O Tribunal do Júri de Belém condenou, nesta terça-feira (25), Lucas Magalhães a 4 anos e 10 meses de prisão pelos crimes relacionados ao porte ilegal e ao disparo de arma de fogo durante o passeio de lancha em que a influenciadora Yasmin Macêdo morreu, em 2021.

Apesar da condenação, Lucas foi absolvido das acusações de homicídio com dolo eventual e fraude processual. A sentença estabeleceu o cumprimento da pena em regime semiaberto, mas o réu poderá recorrer em liberdade.

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O julgamento ocorreu no Fórum Criminal de Belém e encerrou uma das etapas mais aguardadas do processo que investiga a morte de Yasmin Cavaleiro de Macêdo. A jovem tinha 21 anos quando desapareceu durante um passeio pelo rio Maguari, na capital paraense.

Segundo as investigações, Yasmin morreu por afogamento. O corpo foi localizado no dia seguinte ao desaparecimento. Ao todo, 19 pessoas estavam na embarcação comandada por Lucas, proprietário da lancha.

Durante o processo, a acusação apontou que Lucas teria realizado disparos de arma de fogo durante o passeio. As investigações também levantaram suspeitas de que alterações teriam sido feitas na embarcação antes da realização da perícia.

Lucas chegou ao Tribunal do Júri para responder por homicídio com dolo eventual, fraude processual, porte ilegal de arma de fogo e disparo de arma de fogo.

Nove testemunhas foram convocadas para prestar depoimento durante o julgamento. A realização do júri ocorreu depois que os recursos apresentados pela defesa em diferentes instâncias, incluindo o Supremo Tribunal Federal (STF), foram esgotados.

O réu já estava em liberdade provisória desde 2023 e, com a decisão desta terça-feira, poderá permanecer em liberdade enquanto recorre da condenação.

Relembre o caso Yasmin Macêdo

Yasmin era estudante de medicina veterinária e também trabalhava como influenciadora digital. Em 12 de dezembro de 2021, ela participava de um passeio de lancha pelo rio Maguari, em Belém, quando desapareceu.

As buscas continuaram durante a noite e o corpo da jovem foi encontrado no dia seguinte. A investigação apontou o afogamento como causa da morte.

O caso ganhou grande repercussão no Pará e mobilizou familiares, amigos e autoridades em busca de esclarecimentos sobre as circunstâncias que levaram ao desaparecimento e à morte da jovem.

Com a decisão do Tribunal do Júri, Lucas Magalhães foi condenado pelos crimes relacionados à arma de fogo, mas não recebeu condenação pelas acusações de homicídio e fraude processual.