O Tribunal do Júri absolveu Isaque dos Santos Ferreira, acusado de participar do assassinato do motorista de aplicativo João Marcos dos Santos Rebelo, em Santarém, no oeste do Pará. O julgamento ocorreu na terça-feira (27), no Fórum do município.

A decisão foi tomada por 4 votos a 3, após os jurados acolherem a tese da defesa de que Isaque não foi responsável pelo crime. Com a absolvição, o juiz Gabriel Veloso determinou o cancelamento da prisão do réu, que foi colocado em liberdade.

O Ministério Público, no entanto, informou que pretende recorrer ao Tribunal de Justiça do Pará (TJPA), sob o argumento de que o resultado do julgamento contraria as provas apresentadas no processo.

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O que disse a acusação e a defesa

Durante o julgamento, a acusação sustentou que Isaque participou das agressões contra João Marcos após uma discussão motivada pelo desaparecimento do celular de trabalho da vítima.

A defesa negou a participação do réu no assassinato e atribuiu as agressões a um adolescente que também estava no veículo. Em depoimento, Isaque afirmou que estava no banco de trás do carro e que o adolescente iniciou as agressões contra o motorista.

O adolescente respondeu ao caso na Justiça da Infância e da Juventude e cumpre medida de internação por três anos, em Belém.

Relembre o caso

O crime aconteceu na madrugada de 10 de novembro de 2025, em um ramal da zona rural de Santarém, nas proximidades da Rodovia Everaldo Martins.

Segundo as investigações, João Marcos estava com Isaque, um adolescente e outras pessoas, após consumirem bebidas alcoólicas na orla da cidade. A situação teria se agravado quando o motorista percebeu o desaparecimento do celular utilizado no trabalho e passou a cobrar os ocupantes do veículo.

Durante o trajeto para uma festa, o carro seguiu para uma área rural, onde o motorista foi agredido. Conforme a investigação, a vítima sofreu golpes na cabeça com pedras e pedaços de madeira, que provocaram fraturas cranianas e causaram sua morte.

O corpo foi encontrado no fim da noite do mesmo dia. O veículo do motorista foi abandonado posteriormente em frente à Universidade do Estado do Pará (UEPA).

Com a decisão do Tribunal do Júri e a intenção do Ministério Público de recorrer, o caso poderá voltar a ser analisado pela Justiça.