Uma operação da Polícia Civil prendeu quatro suspeitos de integrar uma facção criminosa com atuação na Ilha do Marajó. As prisões foram realizadas em uma área de palafitas onde o grupo vivia.
Os detidos foram identificados como Thiago Perdigão, Marlon Gomes, Ivanei da Silva e Dara Freiras. De acordo com as investigações, eles são apontados como integrantes de uma organização envolvida em diversos crimes na região.
As apurações começaram após uma tentativa de homicídio. Segundo o delegado Caio Versiani, o avanço das investigações revelou a atuação estruturada do grupo, inclusive com indícios de crimes violentos e organização interna. A investigação ganhou força após a quebra do sigilo bancário dos suspeitos. Conforme a Polícia Civil, o grupo movimentou mais de R$ 20 milhões apenas neste ano.
Ainda segundo a polícia, parte dos comerciantes que inicialmente eram vítimas de extorsão acabou sendo cooptada pela organização criminosa. O esquema também contaria com a participação de servidores da prefeitura de São João da Boa Vista, que ajudariam a receber e administrar os valores obtidos por meio de extorsões, além do tráfico de drogas e armas.
A polícia não descarta o envolvimento de outras autoridades, inclusive em nível estadual e federal. O grupo atuava em diversos municípios do arquipélago do Marajó, como São João da Boa Vista, Curralinho, Portel, Breves e Anajás. As investigações também se estenderam para os municípios de Eusébio e Fortaleza, no Ceará, onde foram realizadas diligências.
De acordo com a Polícia Civil, os suspeitos seriam responsáveis por dar suporte à atuação da facção no estado. As investigações continuam para identificar e prender outros integrantes do grupo.
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