Na última terça-feira (5), o vereador Wagno Godoy utilizou a tribuna para garantir que vai disputar a Prefeitura de Itupiranga em 2024. O anúncio foi feito em uma Câmara Municipal lotada e o parlamentar foi aplaudido pelos presentes.
“Estão dizendo que o Godoy vai abrir, que o Godoy vai ser vice, vai fazer negociata. Eu tenho 15 anos de mandato, quatro mandatos consecutivos e jamais abri minha boca para dizer que era candidato, a não ser agora. Ou seja, eu não estou para brincadeira. Eu vou registrar candidatura para prefeito e com a força de Deus e do povo vou ganhar a eleição.”
A fala do vereador abalou ainda mais as estruturas do governo de Benjamin Tasca, atual prefeito de Itupiranga. Muita gente dava como certo que a pré-candidatura do parlamentar era para ganhar notoriedade, mais peso e angariar uma vaga como vice do atual mandatário. No entanto, de acordo com Godoy a decisão é irreversível e Benjamin perde muito com a situação, já que seu grupo político está esfacelado.
Diante destes fatos, os bastidores da política em Itupiranga estão agitados e as informações que chegam dão conta de que Tasca busca novos aliados para tentar reconstruir o próprio grupo político.
Para tanto, o prefeito criou duas novas secretarias de governo: Habitação e Agricultura Familiar. De acordo com informações, o objetivo é “agasalhar” no governo o PDT e o PT, bem como a família Milesi. Importante destacar, porém, que as duas novas secretarias não possuem orçamento previsto para 2024. Também é bom lembrar que, dificilmente, a família Milesi aceitaria um retorno ao governo de Benjamin, onde foi tão maltratada.
No entanto, o movimento pode trazer ainda mais problemas para Tasca. Vanderil Lima, atual secretário de Agricultura, por exemplo, fica ainda menor, já que verá sua pasta ser dividida em dois. Será que ele aceita isso? E Fábio Doido e sua esposa Alcione? Como ficam diante desta situação?
Vale se questionar ainda se Benjamin Tasca, mesmo criando espaços no seu governo para agasalhar novos companheiros, vai conseguir agregar bons valores à sua composição política. O gestor tem rejeição da população e a crise econômica vivida pelo município não contribui em nada para isso. A pergunta é: quem terá coragem de compor um grupo político esfacelado? Quem é o corajoso que quer servir de “tampão”? Quem será atraído pelo canto da sereia?
Mais sábio e mais humilde fosse, Benjamin Tasca já teria compreendido que o seu tempo passou, que sua missão já está cumprida e que sua força política já não é a mesma de outrora. No entanto, sua vaidade e teimosia o arrastarão para um pleito exaustivo e, ao fim, infrutífero, já que é cada vez mais flagrante que suas chances de vitória estão reduzidas.
Tal qual um anjo expulso do paraíso, Benjamin deve cair em 2024 - desta vez pelo voto popular. E quem o acompanhar também deve cair e jamais se levantar outra vez.
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