A desembargadora Maria da Graça Peres Soares Amorim manteve a prisão do prefeito de Turilândia (MA), Paulo Curió, da primeira-dama, de 11 vereadores e de outros investigados no âmbito da Operação Tântalo II. A investigação apura o desvio de cerca de R$ 56 milhões dos cofres públicos do município.
A decisão judicial contrariou o parecer da Procuradoria-Geral de Justiça do Maranhão, que havia se manifestado favoravelmente à soltura dos investigados. Mesmo diante da recomendação do Ministério Público, a magistrada entendeu que permanecem presentes os requisitos legais para a manutenção das prisões.
Após o posicionamento da cúpula do MPMA, dez promotores de Justiça do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco), que atuaram diretamente no caso, protocolaram pedido de exoneração coletiva das funções. Eles alegam discordância com a orientação adotada pela Procuradoria-Geral de Justiça.
A Operação Tântalo II foi deflagrada em dezembro e cumpriu dezenas de mandados de busca e apreensão e de prisão. As investigações apontam a existência de uma organização criminosa instalada no município, com suspeitas de crimes como fraude em licitação, corrupção, peculato, lavagem de dinheiro e desvio de recursos públicos.
O caso segue sob análise do Poder Judiciário, enquanto as investigações continuam para aprofundar a apuração sobre o destino dos recursos desviados e a responsabilidade de cada um dos envolvidos.
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