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Valdir Lemes, prefeito de Novo Repartimento, e Toni Cunha, prefeito de Marabá, saíram das urnas de domingo (4) entre os vitoriosos políticos da região de Carajás. Os dois seguiram pela oposição aos governos estadual e federal, apoiaram Daniel Santos para o Governo do Pará e Flávio Bolsonaro para a Presidência e viram suas escolhas prevalecerem nos municípios que administram.
A aposta ganhou peso com a eleição de Daniel ainda no primeiro turno. Para os dois prefeitos, o resultado representa uma mudança de posição: quem estava do lado de fora do grupo governista passa a integrar o campo político do futuro governador. É nesse sentido que os “rebeldes” agora “bebem água limpa”, já nos primeiros movimentos da Era Daniel, embora a nova gestão estadual só comece em janeiro de 2027.
Em Marabá, a totalização do Tribunal Superior Eleitoral mostra Daniel com 75.432 votos, equivalentes a 58,26%, contra 52.090 votos e 40,23% de Hana Ghassan. A diferença foi de 23.342 votos. O candidato apoiado por Toni venceu com uma vantagem de pouco mais de 18 pontos percentuais sobre a adversária.
Na disputa presidencial, a escolha do prefeito também encontrou respaldo na maioria dos votos válidos de Marabá. Flávio Bolsonaro recebeu 76.354 votos, ou 54,42%, enquanto Lula ficou com 56.350 votos, correspondentes a 40,16%. Foram 20.004 votos de vantagem para o candidato do PL.
Em Novo Repartimento, as margens foram ainda maiores. Com todas as seções totalizadas, Daniel conquistou 21.888 votos, equivalentes a 68,43%, enquanto Hana recebeu 10.004 votos, ou 31,28%. A vantagem foi de 11.884 votos, pouco mais de 37 pontos percentuais. Quase sete em cada dez votos válidos foram para o candidato apoiado por Valdir Lemes.
O município também deu maioria a Flávio Bolsonaro. O presidenciável somou 20.744 votos, correspondentes a 59,84%, contra 12.531 votos e 36,15% de Lula. A diferença chegou a 8.213 votos.
No caso de Valdir, o apoio a Daniel foi registrado durante a campanha em evento alinhado à candidatura de Flávio Bolsonaro. Toni também apareceu ao lado de Daniel em Marabá e defendeu publicamente o presidenciável do PL. A convergência colocou os dois na mesma direção eleitoral, enfrentando o campo governista no Pará e o projeto de reeleição de Lula no país.
A vitória estadual abre uma perspectiva de maior interlocução com o próximo governo. Politicamente, Toni e Valdir poderão reivindicar participação na construção do resultado regional e levar suas demandas a um governador que ajudaram a eleger.
Na Presidência, a batalha continua: Flávio venceu nos dois municípios e avançou para o segundo turno contra Lula. No Pará, porém, a disputa já terminou. E os dois prefeitos que fizeram a aposta oposicionista chegam à transição com um argumento difícil de ignorar: em Marabá e Novo Repartimento, suas escolhas venceram nas urnas.
Publicado por:
Kleysykennyson Carneiro
Editor-chefe do Gazeta Carajás. Com mais de 15 anos de atuação no jornalismo, sua trajetória inclui passagens por televisão, assessoria institucional e direção de grandes eventos.
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