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O avanço das queimadas e a falta de chuva no oeste do Pará têm colocado animais silvestres em situações de risco. Em Juruti, um bicho-preguiça foi encontrado cercado pelo fogo durante um incêndio florestal e precisou ser resgatado por brigadistas. Já em Belterra, outro animal da mesma espécie apareceu no quintal de uma residência em busca de água para aliviar a sede.
O resgate em Juruti ocorreu durante uma operação de combate às chamas realizada por equipes da Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Semma), do Norte Resgate e da Defesa Civil. Os brigadistas utilizavam equipamentos para conter o avanço do incêndio quando perceberam o animal em meio à vegetação atingida pelo fogo.
Diante do risco, as equipes interromperam temporariamente o combate para retirar o bicho-preguiça da área. Após o resgate, ele passou por avaliação veterinária, recebeu os cuidados necessários e foi devolvido a uma área de mata considerada segura, distante dos focos de incêndio.
Em Belterra, a situação foi registrada na comunidade de Pindobal, onde um bicho-preguiça apareceu no quintal de uma residência durante a madrugada. O morador Marcos Vieira percebeu a presença do animal e decidiu oferecer água utilizando uma mangueira.
A iniciativa ocorreu em meio ao período de estiagem enfrentado pela comunidade, que, segundo o relato divulgado, estava há quatro meses sem chuva. Preocupado com o calor, o morador também ofereceu pedaços de alimentos ao animal.
Embora existam queimadas na região de Belterra, não havia registro de focos de incêndio nas proximidades da residência onde o bicho-preguiça foi encontrado.
A aproximação de animais silvestres de áreas habitadas pode estar relacionada à perda de seus habitats naturais e à busca por condições de sobrevivência. Segundo o biólogo Esrom Paixão, responsável técnico pelo Zoológico da Unama (Zoounama), situações como essas podem expor diferentes espécies a novos riscos.
Ao deixar áreas de mata e se aproximar de regiões urbanas ou rurais, a fauna silvestre fica sujeita a atropelamentos, choques elétricos na rede de energia e ataques de cães domésticos.
A orientação dos órgãos ambientais é que a população não tente capturar, transportar ou alimentar animais silvestres por conta própria. Em situações de risco, a recomendação é acionar equipes especializadas para que o atendimento seja realizado com segurança.
Em casos de animais feridos, desorientados ou ameaçados pelo fogo, os moradores podem entrar em contato com o Corpo de Bombeiros, pelo telefone 193, ou procurar a Secretaria Municipal de Meio Ambiente.
Publicado por:
Giovanna Noláscio
Repórter e redatora da Gazeta Carajás, destaca-se pela entrega e conexão com temas urgentes da região. Com experiência em coberturas intensas, como o resgate de garimpeiros em Canaã e a política no Sul e Sudeste do Pará, une sensibilidade e firmeza...
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