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Produtores Rurais da Amazônia pedem que operação do Ibama em Novo Progresso seja investigada

Produtores protocolaram denúncia contra coordenador da ação realizada em Novo Progresso por supostas práticas ilícitas durante operação em propriedades rurais do município

Produtores Rurais da Amazônia pedem que operação do Ibama em Novo Progresso seja investigada
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O movimento dos Produtores Rurais da Amazônia, representados pelo advogado Vinícius Borba, formalizou uma denúncia contra Givanildo dos Santos Lima, servidor público e coordenador de uma ação do Ibama em Novo Progresso neste mês de outubro.

Segundo a denúncia, Givanildo coordenou a fiscalização no município e teria utilizado recursos públicos de forma indevida, transportando jornalistas da TV Record e permitindo acesso a documentos confidenciais de produtores rurais. A divulgação antecipada de informações sobre o processo legal configuraria violação do direito à ampla defesa e ao contraditório.

Fatos e irregularidades

De acordo com a denúncia, a presença midiática foi acentuada durante a operação, levando à suspeita de que o uso de aeronaves e outros recursos do Ibama visava mais à exposição pública do que à efetiva fiscalização ambiental. A denúncia ressalta ainda que a informação sobre uma suposta parceria para a doação de carne de animais apreendidos não possui comprovação documental, levantando questões sobre a transparência e a legalidade dessa prática.

Improbidade administrativa e violação de sigilo

A denúncia destaca que as supostas irregularidades podem ser enquadrados como crimes de peculato e improbidade administrativa, conforme o Código Penal e a Lei de Improbidade Administrativa – o uso de bens públicos para fins pessoais e midiáticos contraria os princípios de legalidade e impessoalidade. Além disso, a divulgação de informações sigilosas antes da finalização do processo fere a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) e pode ser interpretada como violação de sigilo funcional.

Consequências e pedidos de providências

Diante da gravidade dos fatos, a denúncia pede a abertura de um processo administrativo para investigar os atos do servidor, bem como a apuração criminal pelo Ministério Público Federal.

Imagem dos produtores rurais

Em um momento que tentam contar o seu lado da história e mudar a visão que algumas pessoas têm, os Produtores Rurais da Amazônia alegam que a exposição midiática das operações antes da conclusão das investigações tem impacto negativo em suas imagens. “A presunção de inocência é um direito fundamental, e a divulgação inadequada de informações pode resultar em pré-julgamentos e condenações antecipadas” destaca a denúncia.

A denúncia foi protocolada nesta segunda-feira (28) e pode ser vista na íntegra aqui.

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