Novos detalhes sobre a morte da adolescente encontrada enterrada em uma área de mata em Marabá, no sudeste do Pará, foram divulgados pela Polícia Civil nesta quinta-feira (3). Segundo os investigadores, a jovem teria passado cerca de 15 horas sob o domínio de integrantes de uma facção criminosa, sendo submetida a torturas antes de ser assassinada.

De acordo com a investigação, a adolescente teria sido levada para uma área de mata após uma fotografia em que aparece fazendo gestos associados a uma facção rival chegar às lideranças do grupo criminoso. A partir disso, teria sido determinada a morte da jovem.

A Polícia Civil afirma que ela teria sido submetida ao chamado “tribunal do crime”, prática atribuída a organizações criminosas para julgar pessoas consideradas rivais ou que supostamente descumprem regras impostas pela facção.

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Segundo o delegado Antônio Mororó, superintendente regional da Polícia Civil, a adolescente foi privada da liberdade no dia 25 de agosto e permaneceu por horas amarrada. Aproximadamente 15 horas depois, teria sido executada.

As investigações apontam que, antes da decisão pela morte, integrantes da facção teriam realizado diversas discussões, chamadas pela polícia de “sabatinas”, para definir o que seria feito com a adolescente.

Durante o período em que esteve sob domínio do grupo, a vítima teria sofrido mais de uma dezena de golpes de faca. A polícia também encontrou indícios de que houve um disparo de arma de fogo dentro da boca da adolescente. Os projéteis encontrados no local serão submetidos a exames periciais.

Três pessoas foram presas durante a investigação: Adriele Vitória Silva dos Santos, Leonarda Sousa Silva, conhecida como “Léo”, e Jonas Mikael da Silva Rocha, o “Black”. Segundo a Polícia Civil, Adriele teria admitido participação no crime, enquanto Jonas confessou que esteve no local, mas negou ter participado diretamente da execução.

A investigação ganhou novos elementos quando Adriele indicou aos policiais uma área de mata onde o crime teria ocorrido. No local foram encontradas manchas de sangue e uma faca sem cabo, que pode ter sido utilizada na ação.

Ainda conforme a Polícia Civil, imagens e vídeos relacionados à execução foram encontrados nos celulares apreendidos durante a operação. Para os investigadores, o crime teria sido registrado para comprovar às lideranças da organização criminosa que a ordem de execução havia sido cumprida.

A Polícia Civil continua investigando o caso para esclarecer a participação individual de cada suspeito e identificar outros possíveis envolvidos na morte da adolescente.