A atleta Tifanny Abreu se pronunciou sobre a nova política de elegibilidade adotada pela Confederação Brasileira de Voleibol (CBV), que restringe a participação de atletas trans em competições femininas da modalidade. A medida exige a comprovação do sexo biológico feminino por meio de triagem genética.

Durante coletiva de imprensa, a atleta afirmou que a decisão representa um duro golpe em sua carreira e destacou que o esporte representa tanto sua profissão quanto uma parte central de sua vida.

“O voleibol é a minha vida, é o meu trabalho. A CBV está tirando de mim tudo o que eu tenho, que é o amor pelo voleibol e a profissão que eu venho exercendo todos esses anos.”

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Tifanny também afirmou que os impactos da decisão ultrapassam sua situação individual:

“São 10 anos de voleibol feminino, não comecei ontem. Mas isso não afeta somente a mim, afeta meu clube, a torcida, os patrocinadores, as pessoas que se inspiram em mim, o direito de todas as pessoas trans. Nós estamos em 2026, não podemos ter esse retrocesso jamais. Não vou me calar.”