Parauapebas será palco, no dia 19 de setembro, do encontro entre duas importantes vertentes do choro produzido na Amazônia. A cidade receberá a primeira edição do Festival de Chorinho da Amazônia, que reunirá o paraense Projeto Relembrando, idealizado pelo violonista Paulinho Moura e pelo clarinetista Tiago Amaral, e o maranhense Regional Tira-Teima, grupo criado em 1973 e considerado uma das referências do gênero no Maranhão.

Com programação gratuita na Praça Mahatma Gandhi, no bairro Cidade Nova, a partir das 19h, o festival tem como proposta aproximar artistas de diferentes territórios e evidenciar uma produção de choro que dialoga com as características culturais da região amazônica. O Festival de Chorinho da Amazônia conta com o patrocínio da Vale, por meio da Lei Federal da Incentivo à Cultura – Lei Rouanet.

À frente do Projeto Relembrando, Paulinho Moura e Tiago Amaral apresentarão um repertório totalmente autoral, formado por composições dos dois músicos e de parceiros de diferentes partes do Brasil. O projeto nasceu justamente da vontade de tirar da memória e dos arquivos músicas que carregam histórias e amizades construídas ao longo da trajetória dos artistas.

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Regional Tira-Teima.
Paulinho Moura e Tiago Amaral.

O show também contará com a participação do violonista Cardosinho, parceiro de Paulinho e Tiago em diversas composições, e do pandeirista André Ganso. A formação será completada por Ennio Gondim, no cavaquinho e bandolim, Paulinho Moura, no violão de sete cordas, Tiago Amaral, no clarinete, Cardosinho, no violão de seis cordas, e Ganso, na percussão.

Regional Tira-Teima.
Cardosinho e André Ganso.

Para Tiago Amaral, a apresentação em Parauapebas também representará uma oportunidade de levar a produção autoral do choro para além da capital paraense. Clarinetista, compositor e arranjador, começou os estudos no Conservatório Carlos Gomes, em Belém, e construiu uma trajetória marcada pela participação em grupos, festivais e projetos dedicados ao gênero.

Ao longo dos anos, Tiago integrou iniciativas como Clave da Lua, Trio Lobita & o Quarto Elemento, O Mercado do Choro e Choro Guardado, além de participar de apresentações e festivais no Brasil e no exterior. Entre os trabalhos, estão participações em eventos na França, Holanda e Guiana Francesa, além de gravações com nomes como Adamor do Bandolim e outros artistas da música paraense.

A experiência internacional, no entanto, divide espaço com uma atuação voltada à preservação e renovação do choro produzido no Pará. É nesse contexto que a participação no festival ganha importância para o músico.

“É muito importante, sobretudo do ponto de vista do gênero choro, tocar no sudeste do Estado. A nossa música autoral nem sempre tem a oportunidade de chegar a outras regiões, e o nosso estado é enorme. Então, como compositor, acho importantíssimo levar o nosso choro, fazer com que ele seja conhecido e fortalecer esse gênero maravilhoso da música instrumental brasileira”, destaca Paulinho Moura.

Do Maranhão virá o Regional Tira-Teima, grupo que carrega mais de cinco décadas de história e atuação na cena musical de São Luís. A formação atual reúne Paulo Trabulsi, no cavaquinho solo; Sadi Ericeira, no cavaquinho centro; Maicon Silva, no violão de sete cordas; João Neto, na flauta; e Valdico Monteiro, no pandeiro.

Regional Tira-Teima.
Regional Tira-Teima.

Criado em 1973, o Tira-Teima atravessa gerações mantendo o choro como principal bandeira. O grupo participou de festivais e projetos culturais ao longo de sua trajetória, incluindo o Festival Internacional de Música Instrumental de São Luís, o Festival Música Fenae e o Festival Talentos Fenae. Em 2002, integrantes do grupo também participaram da fundação do Clube do Choro de São Luís, criado com o objetivo de fortalecer e difundir o gênero na capital maranhense.

Entre os reconhecimentos estão o Título de Mérito Cultural da Assembleia Legislativa do Maranhão, em 2015, e a Medalha Mérito Cultural João do Vale, recebida em 2018. Em 2023, o grupo lançou o segundo álbum, Expressivo, que reúne composições de integrantes do regional.

A participação no Festival de Chorinho da Amazônia chegará para o grupo como mais uma oportunidade de colocar em circulação uma trajetória construída em defesa do gênero.

“Será uma grande satisfação levar um pouco de nossa arte para o povo de Parauapebas. Essa é uma iniciativa grandiosa e inusitada, que vai promover a divulgação de um gênero musical muitas vezes esquecido pela grande mídia”, destaca Sadi Ericeira, integrante do Regional Tira-Teima.

A apresentação em Parauapebas será a primeira parada de um circuito que também passará por Canaã dos Carajás, Marabá e Belém, reunindo diferentes formações e artistas ligados ao choro. A proposta será criar um espaço de circulação para essa produção e aproximar públicos, músicos e territórios que compartilham diferentes formas de viver e interpretar a música instrumental brasileira.

Festival de Chorinho da Amazônia – Parauapebas

Data: 19 de setembro de 2026, a partir de 19h

Local: Praça Mahatma Gandhi – Cidade Nova

Entrada: gratuita

O Festival de Chorinho da Amazônia tem patrocínio da Vale, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura – Lei Rouanet, sob realização da TheRoque Produções e do Ministério da Cultura.

Sobre a Vale

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