Uma denúncia anônima chegou a redação do Gazeta Carajás na tarde desta sexta-feira (15). Por meio de um vídeo, um trabalhador que atua na construção de moradias populares, obra da Prefeitura de Canaã, denunciou que profissionais estão vivendo em situação análoga à escravidão no município.

Segundo as informações, os trabalhadores vêm de fora para atuar em Canaã contratados pelas empresas terceirizadas e, quando chegam ao município, precisam dormir no chão. O vídeo revela ainda que os trabalhadores não possuem banheiros, acomodações privadas e condições dignas para trabalhar.

Outro ponto exposto pelo trabalhador é que os profissionais não possuem um “salário fechado”, e que recebem pela diária trabalhada. E os valores, segundo a denúncia, estão bem abaixo do que o mercado canaense paga.

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Os profissionais também estão sem acesso a todas as refeições necessárias para um dia de trabalho. A janta, informam, não está sendo servida devidamente e quem deseja comer à noite, após o esforço de uma obra, precisa tirar do próprio bolso. O mesmo vale para o café da manhã. 

Além disso tudo, o vídeo detalha que os profissionais trabalham de bermuda, sem todos os Equipamentos de Proteção Individual necessários, pois não têm acesso a ele.

A informação viralizou nas redes sociais e preocupa toda a comunidade de Canaã

Veja o vídeo na íntegra:

 

 
 
 
 
 
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A Prefeitura de Canaã foi procurada pela reportagem e enviou a seguinte nota.

A Prefeitura de Canaã dos Carajás tomou conhecimento da situação e, de imediato enviou uma equipe de fiscais ao local, que não confirmou a situação relatada pela notícia. 

Ainda assim notificou imediatamente as empresas envolvidas nas supostas irregularidades, que afirmaram tratar-se de uma situação distorcida. 
A Prefeitura não coaduna com nenhuma ação ou atitude de desrespeito aos direitos trabalhistas e, que firam a dignidade humana e, portanto, se mantém atenta e vigilante a quaisquer quebra de direitos, exigindo das empresas prestadoras de serviço o mesmo comportamento.