O Brasil registrou, em 2025, 118.037 casos de malária adquiridos dentro do próprio território. O número representa uma redução de 14,8% em comparação com 2024 e é apontado pelo Ministério da Saúde como o menor índice registrado no país em quase cinco décadas.

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Além da queda nos casos, o número de mortes provocadas pela doença também diminuiu. Segundo o Ministério da Saúde, a redução foi de aproximadamente 30% e está relacionada, entre outros fatores, à ampliação do uso da tafenoquina, medicamento de dose única disponibilizado pelo Sistema Único de Saúde (SUS) desde 2024 para prevenir o retorno da doença.

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Os dados foram apresentados nesta segunda-feira (17) pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha, durante o 61º Congresso da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical, realizado em Brasília. O evento reúne pesquisadores e profissionais que atuam no combate às doenças tropicais.

De acordo com o ministério, o resultado de 2025 é o melhor desde 1978. A pasta também destacou a ampliação do tratamento neste ano, quando o Brasil passou a disponibilizar a tafenoquina para crianças pelo sistema público de saúde. A medida busca atingir principalmente o público infantil, que representa cerca de metade dos registros de malária no país.

As primeiras doses destinadas às crianças foram aplicadas no território indígena Yanomami, em Roraima, região que enfrentou uma grave crise de saúde relacionada à malária em 2023.

A expectativa do Ministério da Saúde é que a ampliação do tratamento contribua para reduzir ainda mais a circulação da doença e o número de mortes provocadas pela malária no país.