De acordo com a Polícia Civil, Fábio se aproveitava do cargo que exercia em uma Casa de Acolhida localizada na quadra 409 Norte, na capital, para praticar violência psicológica contra frequentadores do local. A investigação aponta ainda que ele induzia pessoas ao uso de drogas para, segundo ele, "melhorar" a experiência espiritual.

Ao todo, a polícia concluiu sete inquéritos. Entre os indiciamentos estão seis por violência psicológica contra a mulher, três por ameaça e dois por injúria. O líder religioso também responde por importunação sexual, violação de domicílio, indução ao consumo de drogas ilícitas, lesão corporal, perseguição, injúria real e discriminação por identidade de gênero.

Fábio Coelho Leite responde aos crimes em liberdade.

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Em nota, a defesa do investigado informou que irá se manifestar apenas nos autos do processo, que tramita em sigilo, e que irá contestar todas as acusações na Justiça.

Já a Associação das Casas de Culto de matriz afro-brasileira do Tocantins informou que Fábio foi suspenso das atividades religiosas após as primeiras denúncias. Em nota, a instituição lamentou a dor das vítimas e afirmou que "os atos de um não representam os atos de todos".