O oeste do Pará concentra os municípios com maior número de focos de queimadas registrados no Brasil nas últimas 48 horas analisadas pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE). Uruará ocupa a primeira posição do ranking nacional, seguido por Santarém, que aparece em segundo lugar.

Os dados são referentes aos dias 24 e 25 de outubro e foram divulgados pelo Programa Queimadas, responsável pelo monitoramento de focos de calor por satélite. Além de Uruará e Santarém, outros seis municípios paraenses aparecem entre os dez primeiros colocados no levantamento.

Aveiro ocupa a terceira posição nacional, seguido por Mojuí dos Campos, em quarto lugar. Placas aparece na sexta colocação, Monte Alegre na sétima, Prainha na nona e Rurópolis na décima posição.

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A concentração de focos de calor ocorre em meio ao período de estiagem severa que atinge a região. Com a vegetação mais seca, o fogo pode se espalhar com maior facilidade, aumentando os riscos para áreas florestais, comunidades e propriedades rurais.

A fumaça provocada pelas queimadas também representa um problema para a saúde pública, pois compromete a qualidade do ar e pode agravar doenças respiratórias. Crianças, idosos e pessoas com problemas respiratórios estão entre os grupos mais vulneráveis aos efeitos da poluição.

Os focos identificados por satélite indicam pontos com características térmicas compatíveis com a ocorrência de fogo, mas não representam necessariamente incêndios distintos nem permitem determinar, isoladamente, a extensão das áreas atingidas.

Diante do cenário, órgãos ambientais recomendam que a população evite queimar lixo, utilizar fogo para limpar terrenos e descartar materiais inflamáveis de forma inadequada, especialmente durante a estiagem. Essas práticas podem provocar incêndios de grandes proporções e ampliar os danos à vegetação e à biodiversidade.