Candidato do PSD ao Governo do Maranhão, Eduardo Braide elevou o tom contra o grupo político do governador Carlos Brandão durante entrevista ao programa Band Eleições. Na conversa, realizada na quinta-feira (20), o ex-prefeito de São Luís abordou a disputa eleitoral, criticou a atuação do grupo governista e defendeu sua candidatura como alternativa à continuidade política no Estado.

Um dos principais pontos da entrevista foi a relação de Braide com a classe política. Questionado sobre as críticas de que teria dificuldades de articulação com vereadores e outros políticos, o candidato afirmou que sua trajetória demonstra capacidade de diálogo.

“Você sabe que na Assembleia Legislativa eu liderei um bloco de 22 deputados. Ninguém lidera um bloco de 22 deputados se não tiver articulação, se não tiver conversa”, afirmou.

Leia Também:

Braide, no entanto, disse que pretende manter distância de políticos que, segundo ele, priorizam interesses pessoais. “Todo e qualquer político que quiser conversar para o bem do Maranhão será bem-vindo”, declarou.

Disputa contra Orleans Brandão

Braide também criticou diretamente a escolha de Orleans Brandão, sobrinho do governador, para disputar o Governo do Maranhão. Para o candidato do PSD, a eleição representa uma oportunidade para o eleitor decidir entre a continuidade do atual grupo político e uma mudança na administração estadual.

“É um grupo político que quer se manter no poder e quer se manter através da família, colocando seu sobrinho para ser candidato”, afirmou.

O candidato disse ainda que tem encontrado, durante as viagens pelo Estado, eleitores que afirmam apoiá-lo mesmo quando os prefeitos de suas cidades estão alinhados com outros candidatos.

“Os eleitores chegam para mim e dizem: Braide, o meu prefeito aqui não está com você, mas o meu voto é seu, é secreto e no dia da urna você vai conferir o resultado”, relatou.

Hospital da Criança

Outro episódio utilizado por Braide para fazer críticas políticas foi a manifestação ocorrida em torno do Hospital da Criança, em São Luís. O candidato afirmou que houve uma tentativa de transformar o caso em instrumento eleitoral para desgastar sua imagem.

Segundo Braide, ele recebeu vídeos e áudios relacionados à manifestação e encaminhou o material à Justiça Eleitoral, solicitando apuração.

“Nós pegamos toda essa prova documental e demos entrada na Justiça Eleitoral pedindo apuração da Polícia Federal”, declarou.

Braide afirmou que considera grave qualquer tentativa de utilizar o sofrimento de famílias em disputas políticas. “Estavam usando o sentimento mais nobre que pode existir, que é o amor de um pai e de uma mãe pelo seu filho, para poder fazer política”, disse.

Debate eleitoral

Questionado sobre sua ausência em um debate da Band e em uma sabatina da TV Mirante, Braide justificou que, após deixar a Prefeitura de São Luís, passou a priorizar viagens pelos 217 municípios maranhenses.

Apesar das ausências, garantiu que pretende participar dos próximos debates. “Quero reafirmar o compromisso de participar de debates nessa eleição”, afirmou.

Segundo Braide, os debates permitem que o eleitor conheça os candidatos sem a interferência direta de marqueteiros. “O eleitor merece desse momento que é o debate”, declarou.

Chapa e estratégia

Ao falar sobre a composição da chapa, Braide defendeu os nomes de Fufuca e Lahesio para as disputas ao Senado e destacou a escolha de Elaine Carneiro como candidata a vice-governadora, com a proposta de instalar a vice-governadoria em Imperatriz.

O candidato afirmou que a presença da vice-governadoria na região Tocantina faz parte de uma estratégia de descentralização do governo.

“Boa parte do Maranhão se ressente achando que, ao longo dos últimos anos, o governo deu muita atenção para a capital e pouca atenção para algumas cidades, principalmente no interior”, afirmou.