Novos protestos contra o custo de vida e a alta nos preços dos combustíveis reuniram cerca de 320 mil pessoas em várias regiões da França neste sábado (31), segundo dados do Ministério do Interior. Os atos, que começaram de forma pacífica no início da tarde, terminaram em confrontos e episódios de violência com as forças de segurança em cidades como Paris, Lyon, Toulouse e Marselha.

A onda de manifestações teve início em setembro com protestos estudantis contra o sistema de admissão universitária e as condições nas escolas. Com o passar das semanas, sindicatos e integrantes do movimento dos Coletes Amarelos aderiram aos atos, impulsionados pela insatisfação popular com a inflação e a situação econômica do país.

O cenário de tensão social pressiona o governo do presidente Emmanuel Macron. A crise se aprofunda após a agência de classificação de risco Fitch rebaixar a perspectiva da nota de crédito da França, enquanto a dívida pública se aproxima de 120% do PIB. Além disso, a Câmara de Comércio estima que os prejuízos ao setor varejista já ultrapassem 1 bilhão de euros, complicando ainda mais o panorama econômico e político francês às vésperas de eleições importantes.

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