O novo presidente da Vale, Gustavo Pimenta, tem como uma de suas principais metas reduzir drasticamente os custos com a produção do minério de ferro e, assim, aumentar a competitividade da Vale diante do mercado internacional. O foco, destaca Pimenta, é trazer eficiência para a produção de ferro, e diminuir para menos de US$ 20 o que é gasto a cada tonelada de ferro produzida. Atualmente, o valor é cerca de US$ 29 por tonelada.
O objetivo é tornar o produto exportado pela Vale mais competitivo diante do mercado internacional, especialmente contra os produtores australianos. Com a medida, a Vale e seus acionistas venderiam mais, por um preço melhor e os lucros se ampliariam.
Para alcançar a meta, a redução de custos é inevitável. A gigante vai buscar formas de otimizar sua produção, seja com automação (cada vez mais presente nos projetos da Vale), com corte de pessoal e reestruturação total de quadro profissional.
A região de Carajás, que concentra as maiores reservas de minério de ferro do Brasil, é impactada diretamente com as novas diretrizes da Vale. O mais aparente impacto é a redução de profissionais atuando nas minas. Desde o segundo semestre de 2024, fala-se sobre demissões e em 2025 não deve ser diferente.
Em meio às pesadas metas comerciais, a Vale se vê ainda diante de um paradoxo: quer aumentar a produção mineral em alguns milhões de toneladas. Vai ter de produzir mais, de forma mais barata – a busca pela máxima eficiência e desperdício zero deve ser o maior mantra da empresa nos próximos anos.
Vislumbrando mais competitividade, a empresa deve conduzir questões como a transição energética sem muita pressa, quase a “banho-maria”. A proposta é se adaptar aos poucos aos novos tempos, sem afetar a produtividade, competitividade e lucros de acionistas.
Créditos (Imagem de capa): Projeto S11D
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