Marabá, no sudeste do Pará, ocupa a segunda colocação no ranking nacional de municípios com mais de 100 mil habitantes segundo o índice composto relacionado ao HIV e à aids. Os dados são do Boletim Epidemiológico HIV e Aids 2025, divulgado pelo Ministério da Saúde, e consideram informações do período de 2020 a 2024. 

De acordo com o levantamento, Marabá alcançou índice composto de 7,241, ficando atrás somente de Porto Alegre (RS), que registrou 7,598. O município paraense também aparece à frente de outras cidades do Pará, como Marituba, que ocupa a terceira posição nacional, com índice de 7,205.

O chamado índice composto reúne diferentes indicadores epidemiológicos para avaliar a situação do HIV nos municípios. Entre os critérios estão a taxa de detecção, mortalidade, detecção em crianças menores de cinco anos e o momento em que ocorre o diagnóstico, incluindo a média do primeiro exame de CD4. 

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No caso de Marabá, o boletim aponta taxa de detecção de 54,2 casos por 100 mil habitantes e taxa de mortalidade de 9,4 por 100 mil habitantes. A taxa de detecção em crianças menores de cinco anos foi de 8,9 por 100 mil habitantes. 

Situação chama atenção para prevenção e diagnóstico

O resultado coloca Marabá entre os municípios brasileiros que apresentam indicadores mais elevados relacionados ao HIV e reforça a importância das ações de prevenção, testagem e acompanhamento das pessoas diagnosticadas.

Estudo realizado com pacientes atendidos pelo Centro de Testagem e Aconselhamento (CTA) de Marabá entre 2017 e 2021 analisou 507 prontuários e identificou predominância de pacientes do sexo masculino. A pesquisa também apontou maior ocorrência entre homens de 29 a 38 anos. 

O HIV possui tratamento disponibilizado gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS). O diagnóstico precoce e o acompanhamento adequado são considerados fundamentais para o controle da infecção e para a qualidade de vida das pessoas que vivem com o vírus.

FONTE/CRÉDITOS: Ministério da Saúde