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Um homem de 40 anos foi preso suspeito de torturar as próprias filhas, de 11 e 12 anos, após as crianças quebrarem acidentalmente uma caixa de som, em Águas Lindas de Goiás, no Entorno do Distrito Federal. Segundo a Polícia Civil, o pai teria utilizado um pegador de carvão de narguilé aquecido para provocar queimaduras nas meninas. A prisão em flagrante, realizada em 20 de outubro, foi convertida em preventiva.
De acordo com informações divulgadas pelo g1 Goiás, as agressões teriam ocorrido na noite de 19 de outubro. Além das queimaduras, as meninas relataram que foram obrigadas a dormir do lado de fora da residência como forma de castigo.
Exames realizados no Instituto Médico Legal (IML) identificaram diversas lesões, incluindo queimaduras de segundo grau. O caso chegou ao conhecimento das autoridades depois que uma das crianças foi à escola com ferimentos visíveis pelo corpo. A direção da unidade acionou o Conselho Tutelar e a Polícia Militar.
Os policiais localizaram o suspeito e apreenderam o objeto apontado como instrumento das agressões. Segundo a delegada Nathalia Luz Pessoa, as próprias meninas relataram à conselheira tutelar como os episódios teriam acontecido durante o atendimento no IML.
A mãe das crianças confirmou parte dos relatos, mas apresentou versões diferentes sobre as circunstâncias dos ferimentos. Em relação à filha de 11 anos, ela afirmou que a queimadura no rosto teria ocorrido acidentalmente, quando o pai se virou enquanto segurava o carvão quente.
Já sobre a menina de 12 anos, a mulher reconheceu que o homem teria encostado o objeto aquecido nas mãos e na perna da filha intencionalmente, como forma de castigo.
O suspeito exerceu o direito de permanecer em silêncio e informou que prestaria declarações apenas em juízo. Como o nome dele não foi divulgado, não havia contato com a defesa até a publicação da reportagem do g1.
O homem foi autuado por tortura-castigo, crime previsto na Lei nº 9.455/1997, que define os crimes de tortura no Brasil. A legislação prevê aumento de pena quando o crime é cometido contra criança ou adolescente.
A prisão em flagrante foi convertida em preventiva, e o suspeito permanece à disposição da Justiça. Segundo a Polícia Civil, o Conselho Tutelar acompanhou os procedimentos de atendimento e proteção das vítimas. As duas meninas estão sob os cuidados da mãe.
Publicado por:
Giovanna Noláscio
Repórter e redatora da Gazeta Carajás, destaca-se pela entrega e conexão com temas urgentes da região. Com experiência em coberturas intensas, como o resgate de garimpeiros em Canaã e a política no Sul e Sudeste do Pará, une sensibilidade e firmeza...
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