Uma viagem a um parque de diversões no interior de São Paulo terminou em um grave quadro médico para uma jovem moradora do Paraná. Após andar na Montezum — montanha-russa de madeira do parque Hopi Hari, em Vinhedo —, a visitante passou mal, sofreu convulsões ainda na atração e deu entrada em estado crítico na Santa Casa do município.

No hospital, exames apontaram sangramento intracraniano e inchaço no cérebro causados por traumatismo cranioencefálico. De acordo com a equipe médica que a atendeu, a lesão ocorreu devido à desaceleração e aos movimentos bruscos da atração, mecanismo conhecido como contragolpe. A jovem precisou passar por uma cirurgia para retirar parte do osso do crânio com o intuito de aliviar a pressão no cérebro, permaneceu internada em UTI por quase dois meses e perdeu os movimentos do lado esquerdo do corpo, além de apresentar limitações na fala e na memória.

Diante do ocorrido, o Ministério Público de São Paulo instaurou um procedimento para apurar o caso e solicitou perícia técnica no equipamento. A família também busca reparar os danos na Justiça, já que a jovem continua em tratamento e passou por múltiplos procedimentos cirúrgicos desde o evento. Relatos anteriores de outros visitantes também mencionam episódios de dores extremas, lesões cervicais e fraturas associadas ao impacto do brinquedo.

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Em sua defesa, o Hopi Hari informou que presta assistência e disponibilizou seguro à família, argumentando que a atração passa por vistorias rigorosas, possui certificados internacionais de segurança e cumpre as normas vigentes. O parque destacou ainda que alertas e restrições são comunicados aos visitantes por sinalizações sonoras e visuais na fila de embarque, e apontou que um parecer recente do Ministério Público indicou a regularidade técnica e a manutenção preventiva do equipamento.