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Helder Barbalho critica intervenção dos EUA na Venezuela: “Dois erros não fazem um acerto”

Governador defendeu que os princípios éticos internacionais de respeito às nações teriam sido desrespeitados pelo país norte-americano

Helder Barbalho critica intervenção dos EUA na Venezuela: “Dois erros não fazem um acerto”
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O governador do Pará, Helder Barbalho (MDB), teceu críticas à operação militar dos Estados Unidos que retirou o presidente da Venezuela, Nicolas Maduro, do país. O episódio, classificado por Helder como uma grave violação do direito internacional, ocorreu na madrugada deste sábado (3) em meio ao agravamento da crise política venezuelana, marcada por acusações de autoritarismo, questionamentos eleitorais e isolamento diplomático do governo de Caracas.

Em uma rede social, Helder afirmou que “a captura de um chefe de Estado por forças estrangeiras representa uma agressão direta à ordem internacional e um retrocesso histórico para o continente sul-americano”.

Segundo o governador, a América do Sul levou séculos para construir um arcabouço jurídico baseado no direito internacional, na autodeterminação dos povos e no multilateralismo. Princípios que, segundo ele, estariam sendo colocados em xeque com a ação.

Apesar das críticas diretas ao governo venezuelano, o governador ressaltou que a permanência de Maduro no poder, classificada como inadmissível por amplos setores da comunidade internacional, não pode servir de justificativa para ações que violem princípios fundamentais da soberania nacional.

“Um erro não justifica outro. Dois erros não fazem um acerto”, pontuou Helder Barbalho, ao defender que soluções baseadas exclusivamente na força aprofundam instabilidades históricas vividas pela América Latina.

O governador também destacou que a violência externa se soma às agressões internas enfrentadas pelo povo venezuelano ao longo dos últimos anos, ampliando o sofrimento da população e comprometendo qualquer perspectiva de solução pacífica para a crise.

Ao final da manifestação, Helder Barbalho expressou solidariedade ao povo da Venezuela e defendeu que a resolução do impasse ocorra por meio do respeito a princípios democráticos e humanitários, e não pela imposição de força externa.

O caso segue sob repercussão entre líderes políticos e organismos internacionais, enquanto cresce a pressão por esclarecimentos oficiais sobre as circunstâncias do sequestro e o paradeiro de Maduro.

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Sergio Manoel

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Sergio Manoel

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