A Justiça determinou que Déborah de Oliveira Ribeiro, acusada de participar da morte da própria mãe, Deise Carmem de Oliveira Ribeiro, seja submetida a uma perícia para avaliar a alegação de insanidade mental apresentada pela defesa.

Déborah e a irmã, Roberta de Oliveira Ribeiro, estão presas e são investigadas pelo assassinato da empresária. Segundo a investigação, as filhas teriam considerado a mãe um “embaraço” e o crime estaria relacionado ao interesse pelo controle das finanças da família.

A defesa de Déborah apresentou documentos médicos e alegou que ela possui um quadro clínico e neuropsiquiátrico complexo. Com isso, os advogados solicitaram a suspensão da audiência de instrução e julgamento.

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O pedido, porém, foi negado pela Justiça. A ré continuará presa na Unidade Penal Feminina de Formoso do Araguaia e deverá passar pela audiência após a realização da perícia e divulgação do respectivo laudo.

A decisão foi assinada pela juíza Ana Paula Araújo, da 1ª Escrivania Criminal de Peixe.

Segundo a magistrada, os diagnósticos apresentados pela defesa, por si só, não demonstram incompatibilidade com a prisão preventiva nem justificam, neste momento, uma transferência para hospital de custódia ou prisão domiciliar.

Audiência começou, mas não foi concluída

Parte da audiência de instrução aconteceu na terça-feira (22). Quatro testemunhas foram ouvidas, mas os demais depoimentos ficaram para novembro.

Conforme a decisão judicial, a sessão não pôde ser concluída devido à “exaustão dos participantes e a inviabilidade material de conclusão de todos os atos orais”.

Os próximos interrogatórios estão previstos para 27 de novembro. Além de Déborah e Roberta, também respondem ao processo José Roberto Ribeiro, marido de Deise, e Mateus Viana de Oliveira, genro da vítima.

Depois dessa etapa, a Justiça deverá avaliar se os acusados serão submetidos ao Tribunal do Júri.

Investigação aponta participação das duas filhas

Um dos pontos investigados pela polícia envolve um celular comprado pelas filhas antes do assassinato e cadastrado no nome da própria mãe.

Segundo a investigação, o aparelho teria sido utilizado para enviar mensagens a familiares se passando por Deise. A estratégia, conforme a polícia, teria buscado criar a impressão de que a empresária havia deixado a residência por vontade própria, atrasando a percepção sobre seu desaparecimento.

Embora uma das filhas tenha tentado atribuir a responsabilidade pelo crime exclusivamente à outra, os investigadores afirmam que dados técnicos, incluindo informações de torres de telefonia e conexões de internet, indicam que as duas estavam no local do crime.

O caso foi enquadrado pela polícia como feminicídio, por ter ocorrido, segundo a investigação, em contexto de violência doméstica e familiar.

As acusações ainda serão analisadas pela Justiça durante o andamento do processo.