A família de Flávia Alves, tatuadora assassinada em Marabá no último dia 15 de abril, acredita que o acusado do crime, Willian Araújo Sousa, era obcecado por ela. A obsessão se refletiu na forma de assédio em tentativas que ele teria feito de ficar com Flávia – que nunca foram correspondidas. A família afirma que a tatuadora o via somente como amigo, colega de profissão e que no dia do crime, ela teria aceitado a carona, mas isso não quer dizer que havia relação entre os dois.

Flávia foi sepultada na tarde de sexta-feira (26) no Cemitério Parque, na Nova Marabá, com muita comoção e revolta por parte de amigos e familiares. Antes, houve um breve velório no meio da tarde no ginásio da Escola Deuzuíta, no bairro Laranjeiras.

A Polícia Civil segue investigando o caso. Perícias iniciais apontam que Flávia morreu entre 7h30 e 10h30 do dia 15 e vestígios no veículo continuam sendo verificados. Uma terceira pessoa envolvida na ocultação do cadáver de Flávia, que foi encontrado em uma cova rasa de Jacundá, também está sendo investigada.

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Segundo o superintendente regional de Polícia Civil, delegado Vinicius Cardoso, as prisões de Willian Araújo Sousa, tatuador, e sua esposa Deidyelle Oliveira Alves, assim como a localização do corpo da vítima, são apenas uma fase inicial da investigação, que ainda não está concluída. “Várias circunstâncias precisam ser esclarecidas antes de se chegar a conclusões definitivas”, aponta.

Ao grupo Correio de Carajás, o delegado reafirmou que a principal linha de investigação indica que Flávia teria sido assassinada dentro do veículo do suspeito, o qual foi apreendido e continua sendo submetido a perícia.

Quanto à causa da morte, o delegado informou que, preliminarmente, a vítima teria sido assassinada por estrangulamento (asfixia mecânica), conforme declarado no atestado de óbito. No entanto, a polícia também aguarda o laudo pericial conclusivo do Instituto Médico Legal (IML) para confirmar detalhes adicionais sobre a “causa mortis”

 

FONTE/CRÉDITOS: Informações do Correio de Carajás