Uma mulher de 51 anos morreu na manhã deste domingo (18) em uma clínica de estética localizada no bairro Novo Horizonte, em Marabá, no sudeste do Pará. A vítima, identificada como Maria Leonice Passos de Melo, passou por um procedimento cirúrgico na véspera e, segundo relatos, sofreu um mal súbito no início da manhã, resultando em parada cardíaca. A polícia investiga se um possível erro médico teria contribuído para a fatalidade.
A Polícia Militar foi acionada por volta das 10h, após a comunicação do óbito pelo Núcleo Integrado de Operações (NIOP). Ao chegarem ao local, conhecido como Instituto Cirúrgico Belplástica, os policiais do 34° BPM mantiveram contato com o médico responsável pelo procedimento, Antônio Márcio Nunes Alves, que informou que Maria Leonice estava em observação após a cirurgia.
O médico relatou que a paciente aparentava estar bem até a manhã de hoje, quando ocorreu o mal súbito. Tentativas de reanimação foram feitas pela equipe médica, sem sucesso. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) foi chamado e constatou o óbito. A PM não divulgou qual procedimento estético foi realizado na vítima.
A sobrinha da vítima, Talita Pinto Souza, que a acompanhava, foi informada sobre o falecimento e sobre o início do processo de investigação sobre as circunstâncias da morte. A Polícia Civil, por meio da Delegacia de Homicídios, e o Instituto Médico Legal (IML) foram acionados para investigar as circunstâncias da morte.
Ao portal, a Superintendência Regional de Polícia Civil informou que o caso está sendo tratado com prioridade, dada a natureza da ocorrência e a necessidade de esclarecimento sobre as condições em que o procedimento cirúrgico foi realizado. Já a PM informou que a morte da paciente teria sido culposa (sem intenção de matar), possivelmente causada por erro médico.
A redação não conseguiu contato com os citados nesta matéria para esclarecimentos adicionais. O espaço permanecerá aberto para futuras atualizações.
Riscos
Especialistas em cirurgia plástica alertam que, apesar dos avanços médicos e tecnológicos, qualquer intervenção cirúrgica envolve riscos. Entre as complicações mais comuns estão infecções, reações adversas à anestesia, trombose venosa profunda, embolia pulmonar e, como no caso recente, parada cardíaca. Esses riscos podem ser exacerbados por fatores como idade avançada, histórico de doenças crônicas e a complexidade do procedimento.
A escolha da clínica e do profissional é crucial para minimizar esses riscos. A Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP) recomenda que os pacientes verifiquem se o cirurgião é certificado pela entidade e se a clínica possui licenças e equipamentos adequados para realizar procedimentos cirúrgicos com segurança. Além disso, a consulta pré-operatória deve ser rigorosa, incluindo exames detalhados para avaliar as condições de saúde do paciente.
A observação pós-operatória, período em que o paciente permanece em vigilância após a cirurgia, é igualmente importante. Complicações podem surgir horas ou até dias após o procedimento, e a presença de uma equipe médica capacitada para intervir rapidamente é essencial para evitar fatalidades.
Fonte/Créditos: Gazeta Carajás com Portal Debate
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