Em uma reação orquestrada sem precedentes, os principais clubes da Série A do Campeonato Brasileiro — incluindo Flamengo, Palmeiras, São Paulo, Santos, Botafogo, Fluminense, Vasco e Cruzeiro — ao lado de federações como FPF e FERJ, publicaram um manifesto conjunto em defesa do mercado regulado de apostas no país. A mobilização responde à iminente publicação de uma Medida Provisória pelo Governo Federal, prevista para ser editada nos próximos dias, que visa proibir os jogos de cassino online e restringir a atuação das casas de apostas (bets) no Brasil.

Com o lema “O futebol é quem acaba”, os dirigentes alertam que inviabilizar as operações de empresas autorizadas afetará diretamente os orçamentos do esporte nacional. Atualmente, mais de R$ 1 bilhão por ano é injetado pelos sites de apostas em patrocínios máster, direitos de transmissão e placas de publicidade. Os clubes argumentam que a proibição não vai erradicar a prática de apostas entre a população, mas empurrar os consumidores para plataformas clandestinas que não pagam impostos nem colaboram com ferramentas de proteção e integridade no esporte.  

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Por outro lado, o Executivo fundamenta a proposta no forte impacto social da atividade, apontando o avanço do endividamento das famílias e o aumento de casos de vício em jogos como problemas centrais de saúde pública e economia doméstica. Enquanto o Planalto finaliza o texto antes das eleições, dirigentes esportivos e o setor de apostas buscam espaço de negociação na capital federal, e não descartam recorrer ao Judiciário para proteger os contratos em vigor caso a restrição total seja confirmada.