O caso envolvendo a morte da estudante de Medicina Veterinária Yasmim Macedo, 21 anos, ocorrida em dezembro de 2021 durante um passeio de lancha em Belém, entrou em uma etapa decisiva. O Supremo Tribunal Federal (STF) confirmou, nesta terça-feira (25), o trânsito em julgado da decisão que determina que o réu, Lucas Magalhães, seja levado a julgamento pelo Tribunal do Júri, o que significa que não cabem mais recursos contra essa determinação.

Com isso, o processo voltou ao Tribunal de Justiça do Pará (TJPA) e seguirá para análise na 2ª Vara do Tribunal do Júri de Belém, responsável por julgar crimes dolosos contra a vida. A próxima fase será o agendamento da data do júri popular, etapa aguardada pelas famílias e por todos que acompanham o caso há mais de três anos.

Homicídio por dolo eventual

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Lucas Magalhães, proprietário da lancha onde Yasmim desapareceu na noite de 12 de dezembro de 2021, no rio Maguari, responderá principalmente pelo crime de homicídio por dolo eventual. Nesse enquadramento, a Justiça entende que, mesmo sem intenção direta de matar, o acusado assumiu o risco de provocar a morte por meio de condutas imprudentes ou omissas. Além do homicídio, Lucas também foi investigado por fraude processual relacionada ao episódio. O corpo de Yasmim foi encontrado no dia seguinte ao desaparecimento, o que gerou grande comoção no Pará e mobilizou campanhas nas redes sociais em busca de respostas e responsabilização.

Júri popular definirá destino do réu

Com a confirmação do STF, Lucas será julgado por um Conselho de Sentença formado por sete jurados, que irão avaliar as provas apresentadas em plenário antes de decidir pela condenação ou absolvição. A expectativa agora é pela definição da data do júri, considerada a etapa mais aguardada de um dos casos de maior repercussão no estado nos últimos anos. O julgamento deve representar um marco para o desfecho do processo e para a busca de justiça pela família de Yasmim.