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O candidato a deputado estadual Eugenio Gadelha (MDB) colocou o fortalecimento da produção rural entre as prioridades de seu plano de mandato. As propostas abrangem agricultura familiar, pecuária e agronegócio de grande escala nos municípios do Sul e Sudeste e em todo o Pará.
Eugenio também defende a ampliação da assistência técnica aos produtores, o incentivo a pequenas e médias agroindústrias e mais políticas de crédito, tecnologia e pesquisa. A intenção é elevar a produtividade, gerar empregos e fazer com que uma parcela maior da riqueza produzida no campo permaneça na região.
Eugenio Gadelha pretende fortalecer a atuação da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Pará (Emater) e das cooperativas agrícolas. O plano defende equipes compostas por agrônomos, médicos-veterinários e técnicos agrícolas para acompanhar continuamente as propriedades. O atendimento inclui orientação sobre manejo sustentável, agricultura de precisão, recuperação de pastagens, melhoramento genético do rebanho, certificação dos produtos e acesso a linhas de financiamento.
Em entrevista à Gazeta Carajás, Eugenio afirmou que a assistência técnica será uma das bases de sua atuação parlamentar. “Apoiar e modernizar a agricultura familiar, a pecuária e o agronegócio é fundamental para aumentar a produtividade, melhorar a vida dos trabalhadores rurais e gerar riqueza para a região. Minha proposta é fortalecer as cooperativas agrícolas para oferecer suporte técnico contínuo aos produtores”, declarou.
A Emater já mantém escritórios regionais no Sul e Sudeste do Pará. A unidade de Marabá, por exemplo, trabalha com bovinocultura de leite e corte, fruticultura, culturas anuais, aquicultura, pesca e sistemas agroflorestais. Em Redenção, cerca de 3 mil agricultores familiares recebem algum tipo de acompanhamento, incluindo elaboração de projetos, organização de cooperativas e emissão dos cadastros necessários para acessar políticas públicas.
Incentivo à produção com valor agregado
Outra frente do plano é estimular a instalação de pequenas e médias agroindústrias para beneficiar frutas, leite, carne e grãos produzidos na região. Na prática, a proposta busca reduzir a venda de matéria-prima sem processamento. Em vez de comercializar somente o leite, a fruta ou o animal, produtores e cooperativas poderiam fornecer queijo, polpa, doces, cortes embalados e outros produtos com maior valor de mercado.
O plano de mandato de Eugenio Gadelha prevê, também, incentivos fiscais e programas de fomento, além de apoio à organização de cooperativas de beneficiamento e comercialização.
Eugenio Gadelha relaciona assistência técnica e organização documental ao acesso ao crédito rural. Esse acompanhamento pode ajudar o produtor a elaborar projetos, cumprir exigências ambientais e apresentar aos bancos um planejamento técnico para a aplicação dos recursos.
Em Jacundá, projetos preparados pela Emater permitiram que pecuaristas e famílias rurais solicitassem financiamentos do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), com propostas individuais entre R$ 108 mil e R$ 250 mil.
A experiência demonstra que a liberação do crédito não depende apenas da disponibilidade de dinheiro. O produtor também precisa de documentação, projeto técnico e acompanhamento para transformar o financiamento em aumento efetivo da produção. “Com isso, podemos aumentar a produtividade e a renda no campo, usar os recursos naturais de forma responsável e agregar valor aos produtos regionais”, afirmou Eugenio.
Grandes produtores também receberão fomentos
O eixo também contempla o agronegócio de grande escala. O plano de mandato de Eugenio Gadelha propõe articular linhas de crédito, pesquisa agropecuária e adoção de tecnologias voltadas à produção de soja, milho e carne.
Outro ponto é a revisão de procedimentos para tornar o licenciamento ambiental mais ágil. O documento afirma que a desburocratização deve ocorrer junto com a adoção de boas práticas de manejo e sustentabilidade.
A inclusão de pequenos agricultores e grandes propriedades no mesmo eixo exigirá critérios distintos. Agricultores familiares enfrentam dificuldades de assistência, documentação e acesso ao mercado, enquanto empreendimentos maiores demandam infraestrutura, logística, segurança jurídica e regras ambientais previsíveis.
Publicado por:
Kleysykennyson Carneiro
Editor-chefe do Gazeta Carajás. Com mais de 15 anos de atuação no jornalismo, sua trajetória inclui passagens por televisão, assessoria institucional e direção de grandes eventos.
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