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A música instrumental ganhará espaço em um novo circuito cultural no Pará. A primeira edição do Festival de Chorinho da Amazônia será realizada entre setembro e novembro de 2026, com programação gratuita em quatro cidades paraenses: Parauapebas, Canaã dos Carajás, Marabá e Belém.
Realizado pela TheRoque Produções, o Festival tem como proposta valorizar, difundir e fortalecer o choro produzido na Amazônia Legal, reunindo artistas e conjuntos musicais de diferentes territórios e destacando as características que o gênero incorpora a partir das referências culturais da região.
A programação terá início em 19 de setembro, em Parauapebas, na Praça Mahatma Gandhi, no bairro Cidade Nova, com as apresentações do Projeto Relembrando, de Belém (PA), idealizado pelo violonista Paulinho Moura e pelo clarinetista Tiago Amaral e do Regional Tira-Teima, vanguarda do Choro do Maranhão. No dia 9 de outubro, o festival seguirá para Canaã dos Carajás, com apresentação na Praça da Prefeitura, no bairro Novo Horizonte.
Em Marabá, a programação acontecerá nos dias 30 e 31 de outubro, no Teatro Eduardo Abdelnor, com quatro shows distribuídos nas duas noites. O circuito será encerrado em Belém, no dia 7 de novembro, em local que ainda será definido pela organização e divulgado com antecedência pelas redes sociais da The Roque Produções.
A iniciativa é resultado de um trabalho de mapeamento da produção de Choro na Amazônia Legal, que reúne nove estados: Acre, Amapá, Amazonas, Mato Grosso, Pará, Rondônia, Roraima, Tocantins e Maranhão. O levantamento busca identificar artistas e grupos que desenvolvem trabalhos relacionados ao gênero nesses territórios.
Mais do que reproduzir o Choro em sua formação tradicional, o festival vai permitir evidenciar as diferentes formas pelas quais o gênero é produzido e interpretado na região. Repertórios, sonoridades, referências culturais e modos de expressão ligados ao universo amazônico estarão entre os elementos que deverão marcar a programação.
Entre as referências, estará a trajetória de Adamor do Bandolim, mestre do Choro, cuja produção ajudará a evidenciar a força e a identidade que o gênero desenvolveu na região Norte.
A primeira edição também buscará aproximar diferentes territórios da Amazônia, com a participação de artistas de municípios paraenses, de Belém e de outras áreas, incluindo representantes do Tocantins e do chamado Bico do Papagaio (tríplice limite entre os estados do Pará, Maranhão e Tocantins). A proposta será criar uma rede de circulação e intercâmbio entre músicos, grupos e produtores.
Como etapa complementar, o projeto também contará com uma apresentação pocket em Belém. A expectativa da organização é ampliar o alcance da iniciativa nas próximas edições, chegando a outros estados da Amazônia Legal e consolidando um circuito dedicado à produção de Choro nesta Região.
O Festival de Chorinho da Amazônia contará com apoio das prefeituras por onde o evento passar e é uma realização da TheRoque Produções e Ministério da Cultura. Patrocínio Master da Vale, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura.
Publicado por:
Eric Vaccaro
Eric é repórter, redator e estudante de Jornalismo, com atuação voltada à cobertura local na região de Carajás.
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