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Voluntários do Brasil todo participam de imersão em comunidades do Marajó

Intercâmbio do Instituto Mondó reuniu estudantes e profissionais de várias áreas em ações presenciais e remotas em Breves

Voluntários do Brasil todo participam de imersão em comunidades do Marajó
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O Instituto Mondó realizou a 4ª edição do Intercâmbio Mondó, reunindo 18 voluntários de diferentes regiões do Brasil para uma imersão em comunidades urbanas, rurais e ribeirinhas de Breves, no Arquipélago do Marajó, no Pará. A iniciativa ocorreu dos dias 25 a 29 de janeiro, em formato presencial e remoto, e promoveu o intercâmbio de saberes entre profissionais de diversas áreas e a população local, reforçando o alcance nacional do programa.

Além de voluntários do próprio município, participaram estudantes e profissionais dos estados do Rio de Janeiro, Distrito Federal, Ceará, Pará e São Paulo. Para o Instituto Mondó, a presença de pessoas de diferentes partes do país contribui para ampliar a compreensão sobre a realidade marajoara e fortalecer trocas entre territórios.

Durante a programação, os voluntários atuaram em áreas como educação, saúde, comunicação, geração de renda e fortalecimento comunitário, com atividades distribuídas entre zonas urbanas, rurais e ribeirinhas de Breves. As ações incluíram visitas a escolas e bibliotecas, oficinas educativas, rodas de conversa com jovens e lideranças comunitárias, além de formações em comunicação popular, educação financeira, marketing para pequenos negócios e debates sobre mudanças climáticas.

Na área da saúde, foram realizados atendimentos como fisioterapia, clínica geral e ações de saúde mental, ampliando o acesso a serviços em comunidades que enfrentam dificuldades históricas de deslocamento.

A experiência no território também impactou os próprios voluntários. Maria Gabriele, estudante de medicina de Santa Catarina, conta que a vivência no Marajó revelou uma realidade diferente daquela que conhece em sua região de origem. De acordo com ela, muitas pessoas demoram anos para buscar atendimento médico, cenário agravado pelas dificuldades logísticas. “Em alguns atendimentos, principalmente os que realizei com mulheres, havia pessoas que faziam anos que não buscavam algum tipo de ajuda médica”, relatou.

A diversidade de formações dos voluntários entre áreas como medicina, psicologia, fisioterapia, pedagogia, assistência social, contabilidade e jornalismo, contribuiu para uma atuação integrada, combinando conhecimentos técnicos, experiências humanas e sensibilidade social em diálogo com as demandas das comunidades marajoaras.

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Sergio Manoel

Publicado por:

Sergio Manoel

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