Uma operação integrada de fiscalização interditou temporariamente três estabelecimentos de venda de açaí em Ananindeua, na Grande Belém, nesta quinta-feira (19). Os locais não cumpriram o prazo para realizar as correções sanitárias necessárias após notificações prévias.
A medida ocorre após o registro de surto de Doença de Chagas no município, que já contabiliza mais de 40 casos confirmados e quatro óbitos, segundo a gestão municipal.
Ao todo, oito estabelecimentos foram vistoriados durante a ação:
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Três pontos de venda foram interditados;
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Três estabelecimentos foram notificados;
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Dois comerciantes receberam orientações quanto à necessidade de adequação às exigências legais.
A operação contou com a participação da Secretaria de Estado de Saúde Pública do Pará (Sespa), do Ministério Público do Estado do Pará e da Prefeitura de Ananindeua, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (Sesau), Diretoria de Vigilância em Saúde e Coordenadoria de Vigilância Sanitária.
A iniciativa teve como objetivo reforçar o cumprimento das normas sanitárias e assegurar a proteção da saúde da população. Durante as visitas, os fiscais verificaram o cumprimento de protocolos essenciais, como:
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O branqueamento do açaí;
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A higiene das instalações;
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O armazenamento adequado do produto;
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A documentação de origem do açaí.
Os estabelecimentos interditados não possuíam licença sanitária e não cumpriam etapas obrigatórias no processamento do açaí, especialmente o branqueamento do fruto.
O branqueamento é um procedimento previsto no Decreto Estadual nº 326/2012 e é considerado essencial para a eliminação de agentes contaminantes.
De acordo com a fiscalização, os estabelecimentos interditados já haviam sido previamente notificados, mas não promoveram as adequações dentro do prazo concedido.
Conforme informações repassadas ao Ministério Público, o município de Ananindeua possui aproximadamente 1.500 pontos de venda de açaí.
Fonte/Créditos: G1
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