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Tragédias em Mariana e Brumadinho fizeram Vale repensar rejeitos

Mineradora defende economia circular como base de produção das principais commodities

Tragédias em Mariana e Brumadinho fizeram Vale repensar rejeitos
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O rompimento das barragens em Mariana e Brumadinho, em Minas Gerais, fizeram com que a Vale repensasse não só a melhor forma de armazenar os rejeitos da mineração, mas também o reaproveitamento dos resíduos, transformando este material em fonte de receita.

Foi o que relatou o diretor global de serviços técnicos de mineração da companhia, Bruno Pelli, ao enfatizar a necessidade de tratar os resíduos como ativos.

"É muito importante para nós, da Vale, reconhecermos que depois da grande  tragédia de Brumadinho, a empresa entrou  numa jornada de transformação cultural profunda. Em cada decisão nossa, e quando criamos a circularidade, a base é transformar aquela dor em algo bonito para o setor", disse, durante o Mining Innovation Summit, organizado pelo Mining Hub em Belo Horizonte (MG). 

Ao desenvolver a economia circular, segundo ele, a empresa não se restringiu apenas a transformar o rejeito em co-produto – citando a produção de 2 milhões de toneladas anuais de areia que colocou a empresa como uma das líderes também neste setor, por meio da Agera – ou o investimento em cimento verde, na planta da Circlua, no Pará, como insumo da construção civil.

Tudo isso que temos feito são co-produtos. Mais importante como desafio para todos nós é tornar a circularidade base da produção das nossas commodities principais", defendeu Bruno Pelli diante de uma plateia lotada, na sala da Orquestra Filarmônica de Minas Gerais. 

O executivo citou projetos da Vale como Gelado, na Amazônia, para produção de pellet e sínter feed de alta qualidade. E também a produção de minério de ferro a partir de rejeitos, ao mesmo tempo em que são feitas descaracterizações de barragens, como no projeto Vargem Grande, que resultou em 5 milhões de toneladas a partir dos resíduos de minério de ferro. 

Ele mencionou ainda o descomissionamento da mina de Serrinha, com recuperação da pilha de estéril e produção anual de 500Mt de minério. "Isso tudo na nossa linha principal de produto, que é o minério de ferro", destacou.

"Cada um de nós tem que olhar as pilhas de estéril e as barragens de rejeitos como fontes de minerais importantes, que pode ser o cobre, minerais preciosos. Não podemos deixar essa chaga na sociedade (os desastres ambientais) sem olhar como usar melhor esses recursos", afirmou Belli.

O diretor da Vale chamou esse estilo de atuar como "mandatório", já que a mineração é uma atividade finita. "A mineração tem começo, meio e fim. Quanto mais usarmos nossos recursos de maneira ótima, seja via circularidade ou com métodos mais eficientes de produção, mais longe chegamos com a mineração", finalizou.

Fonte/Créditos: Patrícia Aranha - Notícias de Mineração

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