O sistema de reconhecimento facial utilizado durante a 66ª Expoema ajudou as forças de segurança a localizar e prender 17 pessoas que eram procuradas pela Justiça. Ao todo, 18 mandados judiciais foram cumpridos entre os dias 6 e 13 de setembro, no Parque Independência, em São Luís, no Maranhão.

A diferença entre o número de pessoas presas e a quantidade de mandados ocorreu porque uma das pessoas identificadas possuía duas ordens de prisão em aberto. Segundo o balanço divulgado pela Secretaria de Estado da Segurança Pública (SSP), não foram registradas ocorrências graves durante os oito dias de programação.

Entre os mandados cumpridos estavam ordens relacionadas a crimes como homicídio, estupro de vulnerável, roubo, tráfico de drogas, associação para o tráfico, furto, associação criminosa e porte ilegal de arma de fogo. Também houve cumprimento de mandados por descumprimento de medida protetiva e inadimplência de pensão alimentícia.

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A primeira noite da exposição concentrou o maior número de prisões. Foram seis pessoas detidas e sete mandados cumpridos. Na segunda noite, uma prisão foi realizada; na terceira, não houve detenções; na quarta, uma pessoa foi presa; na quinta, duas; e na sexta, quatro. Na sétima noite, outras três pessoas foram detidas. No encerramento, não houve novos mandados cumpridos a partir do reconhecimento facial.

O sistema utilizado no evento faz a comparação entre imagens captadas pelas câmeras de segurança e bancos de dados de pessoas que possuem ordens judiciais pendentes. Quando é identificada uma possível correspondência, um alerta é enviado às equipes de inteligência.

Antes de qualquer abordagem, porém, os dados são conferidos pelos agentes. As equipes verificam a identidade da pessoa e a validade do mandado para confirmar a ocorrência e evitar que uma prisão seja realizada somente com base na indicação automática do sistema.

O esquema de segurança montado para a Expoema contou com policiamento a pé e motorizado, equipes de investigação e inteligência, videomonitoramento, drones, perícia, prevenção e combate a incêndios, salvamento e apoio aéreo.

Participaram da operação equipes da Polícia Militar, Polícia Civil, Corpo de Bombeiros, Perícia Oficial, Centro Tático Aéreo (CTA), Centro Integrado de Operações de Segurança (Ciops), Centro de Inteligência de Segurança Pública (Cisp) e Força Estadual Integrada de Segurança Pública (Feisp).

A Polícia Civil também manteve um posto fixo dentro do Parque Independência para registrar ocorrências e orientar os visitantes. Conforme a SSP, o monitoramento da movimentação do público e a atuação integrada das forças de segurança contribuíram para o encerramento da programação sem registros de ocorrências consideradas graves.