A defesa de Kemilly Paiva Fernandes, presa pela Polícia Civil em Parauapebas, vai pedir à Justiça o relaxamento da prisão durante a audiência de custódia marcada para a tarde desta sexta-feira (21). A investigada é apontada como suspeita de ter atraído os dois homens que acabaram assassinados no início da semana.

Kemilly foi presa na quinta-feira (20), três dias após as mortes de Guilherme Rocha Oliveira e Jhonata Pereira Gomes. Para o advogado Antônio Araújo Oliveira, não havia situação de flagrante no momento da prisão, já que a investigada foi localizada dias depois do crime.

A defesa afirma que a Polícia Civil fundamentou a prisão na hipótese de flagrante continuado, considerando que as diligências teriam ocorrido sem interrupção desde o dia dos assassinatos até a localização da suspeita. O advogado, porém, pretende contestar esse entendimento diante do juiz.

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Caso a prisão não seja relaxada e seja convertida em preventiva, a defesa pretende solicitar que Kemilly cumpra a medida em prisão domiciliar.

Entre os principais argumentos apresentados pelo advogado está o fato de Kemilly ser mãe de uma criança de apenas cinco meses. Segundo a defesa, o bebê depende exclusivamente do leite materno.

A situação deverá ser apresentada à Justiça como fundamento para um eventual pedido de prisão domiciliar. O advogado afirma que a medida busca preservar os cuidados necessários à criança, além de evitar que o cumprimento da prisão pela mãe cause prejuízos ao bebê.

A defesa também ressalta que Kemilly não possui antecedentes criminais.

Advogado nega participação direta nas mortes

Antônio Araújo também contesta a existência de elementos que apontem a investigada como responsável pela execução do duplo homicídio. Segundo ele, Kemilly não teria efetuado os disparos, dado ordens ou determinado a morte das vítimas.

A defesa admite que ela possa conhecer pessoas relacionadas ao caso, mas afirma que isso, por si só, não comprovaria envolvimento direto nos assassinatos.

“Ela não foi executora, ela não deu ordem, ela não determinou nada”, declarou o advogado.

A Polícia Civil trabalha com a hipótese de que Kemilly tenha atraído Guilherme e Jhonata até o local onde os dois foram mortos. Uma das linhas investigativas aponta que as vítimas teriam sido submetidas a um chamado “tribunal do crime”, associado à atuação de organizações criminosas.

O caso é investigado como um possível conflito entre grupos criminosos. Durante as diligências, uma motocicleta Honda Fan vermelha foi apreendida e passou a integrar o conjunto de elementos analisados pela polícia.

Um homem apontado como suspeito de participação no crime morreu durante uma intervenção policial na noite de segunda-feira (17).

As investigações continuam na tentativa de esclarecer a dinâmica do duplo homicídio e identificar outros possíveis envolvidos.

A audiência de custódia deverá definir a situação de Kemilly Paiva Fernandes e analisar os pedidos apresentados pela defesa.

FONTE/CRÉDITOS: Correio de Carajás