Espaço para comunicar erros nesta postagem
A Prefeitura de Canaã dos Carajás é, seguramente, uma das mais ricas do Brasil, se não a maior. Proporcionalmente, o município possui receita maior que Dubai nos Emirados Árabes e, ao que parece, a gestão municipal anda copiando alguns aspectos da cultura de ostentação daquela nação. Um exemplo disso é o caríssimo asfalto feito na VS-45, zona rural do município.
Não bastasse ser uma das únicas cidades do Brasil com renda suficiente para asfaltar a zona rural, Canaã pavimenta e ostenta. Para fazer terraplanagem, pavimentação asfáltica e drenagem de 6,5 quilômetros de um trecho da VS-45 até o encontro com a VP-12, a Prefeitura firmou contrato com a empresa Gonçalves e Dias Engenharia de R$ 13,9 milhões.
Dividindo o preço do contrato pelos quilômetros de asfalto, eis o absurdo: R$ 2,1 milhões por cada mil metros de pavimentação. O preço médio do asfalto no Brasil é cerca de R$ 1,5 milhão por quilômetro.
Não bastasse o alto valor do asfalto, a Prefeitura decidiu ostentar um pouco mais e, na manhã desta segunda-feira (15), publicou no Diário Oficial dos municípios um aditivo ao contrato de quase R$ 14 milhões. A apuração foi feita pelo advogado Vinícius Borba utilizando o Portal da Transparência e o Diário Oficial dos Municípios.
O acréscimo é de R$ 3,3 milhões. A obra agora custará ao bolso do contribuinte nada menos que R$ 17,2 milhões – um aumento de quase 25%.
Agora, o quilômetro que já não era barato, se tornou um verdadeiro esculacho: serão R$ 2,6 milhões gastos por quilômetro.
As dúvidas são inevitáveis: por que um contrato, que já era tão alto, precisou ser aditivado? Por que o valor do asfalto em Canaã supera qualquer média nacional?
Publicado por:
Kleysykennyson Carneiro
Editor-chefe do Gazeta Carajás. Com mais de 15 anos de atuação no jornalismo, sua trajetória inclui passagens por televisão, assessoria institucional e direção de grandes eventos.
Saiba MaisNossas notícias
no celular