O Maranhão se tornou o primeiro estado do Nordeste a realizar um transplante hepático intervivos entre adultos. O procedimento foi realizado no Hospital Universitário da Universidade Federal do Maranhão (HU-UFMA) e marcou um avanço histórico na área da saúde pública estadual.
O paciente, um homem de 55 anos diagnosticado com cirrose hepática em estágio avançado, recebeu parte do fígado do próprio irmão, um doador vivo e saudável. Ambos são moradores do município de Jatobá, localizado a cerca de 435 quilômetros de São Luís. Segundo o governo estadual, a cirurgia foi bem-sucedida tanto para o receptor quanto para o doador, que apresentam boa evolução clínica.
O transplante intervivos é um procedimento de alta complexidade, no qual uma pessoa saudável doa parte de um órgão, geralmente o fígado, a um paciente com doença grave. Por se tratar de uma cirurgia que exige protocolos rigorosos, a atuação da Central Nacional de Transplantes foi fundamental para garantir segurança, transparência e conformidade com as normas do Sistema Nacional de Transplantes. A equipe médica local também contou com suporte técnico-científico de especialistas de outros estados.
De acordo com dados da Central Estadual de Transplantes, vinculada à Secretaria de Estado da Saúde (SES), o Maranhão registrou um crescimento expressivo na área. Houve aumento de 600% no número de doadores efetivos e alta de 370% nos transplantes de órgãos sólidos.
Em 2025, o estado alcançou recorde histórico, com 657 transplantes realizados. Desse total, foram 525 de córneas, 95 de rins, 32 de fígado, um de coração e quatro de medula óssea.
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